Foto: Reprodução
O Tribunal do Júri de Aparecida de Goiânia condenou, nesta quinta-feira (26/6), o fisiculturista Igor Porto Galvão a 20 anos e 6 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da companheira, Marcela Luíse de Souza Ferreira. O crime foi reconhecido como feminicídio com quatro qualificadoras: motivo fútil, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e violência de gênero.
Marcela morreu no dia 20 de maio de 2024, dez dias após ser internada em estado grave. Segundo o Ministério Público, ela foi brutalmente espancada no dia 10 de maio, após uma discussão com Igor. Laudo do Instituto Médico Legal confirmou traumatismo craniano como causa da morte. Conforme a denúncia, o réu desferiu socos e chutes na companheira, deu banho nela e a levou inconsciente ao hospital, alegando se tratar de um acidente doméstico.
A versão levantou suspeitas entre os médicos, que acionaram a Polícia Civil. Testemunhas relataram que Marcela frequentemente apresentava hematomas e sinais de agressões, o que indicava um histórico de violência no relacionamento.
Na sentença, o juiz Leonardo Fleury Curado Dias ressaltou a brutalidade do crime, destacando a desproporção de força entre o réu — professor de fisiculturismo — e a vítima. Ele ainda citou que Marcela era submetida a constantes violências psicológicas e ameaças envolvendo a guarda da filha do casal.
Durante o julgamento, a defesa tentou desclassificar o crime para lesão corporal seguida de morte, mas os jurados entenderam que Igor teve intenção de matar. O réu confessou o crime, o que resultou em uma redução de seis meses na pena final.
O juiz determinou que Igor siga preso, sem direito de recorrer em liberdade. Embora não tenha sido estipulado valor de indenização à família, ficou aberta a possibilidade de ação em outra instância. O condenado está detido desde maio de 2024, quando teve a prisão temporária decretada.
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