Os membros do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) se reuniram na última terça-feira (26) para analisar os desdobramentos dos conflitos envolvendo os deputados estaduais Amauri Ribeiro (PL), Bia de Lima (PT) e Major Araújo (PL).
A reunião durou cerca de quatro horas e contou com a oitiva de testemunhas ligadas aos parlamentares envolvidos. Durante o encontro, o colegiado discutiu as representações apresentadas após trocas de acusações e discussões registradas no plenário da Casa.
Segundo o presidente do Conselho de Ética, deputado Charles Bento (MDB), possíveis punições só serão definidas após a apresentação dos pareceres dos relatores de cada processo.
Ficou definido que a deputada Rosângela Rezende (Agir) será responsável pela relatoria da representação apresentada por Amauri contra Bia. Já a denúncia feita pela deputada petista contra Amauri ficará sob relatoria do deputado Dr. George Morais (MDB).
O processo envolvendo Amauri Ribeiro e Major Araújo continua em tramitação e terá relator definido na próxima reunião do conselho.
“Hoje foram arrolados os testemunhos de ambas as partes. Todos foram ouvidos. E, agora, já passamos a relatoria para os devidos deputados”, afirmou Charles Bento em entrevista coletiva.
Os relatores deverão apresentar seus pareceres nas próximas reuniões. Somente depois disso o colegiado deve decidir se haverá punição aos parlamentares. Nos bastidores da Assembleia, a possibilidade mais comentada é a restrição temporária do uso da tribuna, embora o presidente do conselho tenha afirmado que qualquer previsão antes da conclusão dos relatórios é apenas especulação.
O embate entre Bia de Lima e Amauri Ribeiro teve início há cerca de um ano, após a deputada afirmar, em entrevista a um programa de rádio, que gostava de se relacionar com homens mais jovens.
A declaração foi mencionada por Amauri durante uma sessão ordinária da Alego, gerando uma discussão no plenário e o adiamento da votação que estava em andamento naquele momento.
Na ocasião, Amauri utilizou a expressão “papa-anjo” ao se referir à deputada, o que provocou reação imediata de Bia. À época, o parlamentar divulgou nota afirmando que não aceitaria “distorções e inversão dos fatos”.
Segundo Amauri, o termo havia sido usado inicialmente pela jornalista que conduzia a entrevista concedida por Bia. Em nota, ele afirmou que apenas citou o contexto da entrevista e reafirmou respeito “às mulheres, à democracia e à verdade”.
Com informações de Mais Goiás.
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