O pré-candidato a deputado federal por Goiás pelo PT, Delúbio Soares, afirmou que o escândalo do Mensalão, revelado em 2005, foi resultado de uma perseguição política e que não houve compra de votos de parlamentares, como apontavam as acusações da época.
Em entrevista ao Jornal Opção, Delúbio relembrou o episódio que marcou sua trajetória política quando era responsável pelas finanças do partido. Segundo ele, as denúncias ganharam força após declarações do então deputado Roberto Jefferson, que acusou o PT de pagar R$ 30 mil a parlamentares em troca de apoio ao governo federal.
De acordo com o petista, as acusações nunca foram comprovadas. “Foi uma mentira”, declarou, acrescentando que a narrativa teria sido reforçada por setores da imprensa e adversários políticos. “Uma mentira contada várias vezes não vira verdade, mas prejudica a vida de algumas pessoas”, afirmou.
Delúbio também recordou que foi um dos principais alvos das investigações. Segundo ele, prestou diversos depoimentos à Polícia Federal e passou mais de 20 horas respondendo questionamentos em uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).
Ainda conforme o ex-tesoureiro, nenhuma prova teria demonstrado a compra de votos de parlamentares. Ele destacou que, durante a Ação Penal 470, conhecida como Mensalão, nenhuma das 413 testemunhas ouvidas confirmou a tese apresentada pelo Ministério Público.
Ao comentar os fatos que levaram à sua condenação, Delúbio afirmou que realizou empréstimos junto a duas instituições financeiras para quitar dívidas de campanha do PT e de partidos aliados. Segundo ele, os valores não foram declarados porque o prazo para prestação de contas junto à Justiça Eleitoral já havia sido encerrado.
Por causa do caso, Delúbio foi condenado por corrupção ativa, expulso do PT e voltou a ser preso em 2018 durante a Operação Lava Jato, acusado de lavagem de dinheiro. Dez anos após a expulsão, teve sua filiação partidária restabelecida.
Em 2023, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou sua condenação e determinou o envio do processo para a Justiça Eleitoral. Delúbio classifica todo o episódio como um caso de lawfare, termo utilizado para definir o uso do sistema de Justiça com fins de perseguição política.
Ao recordar o período, ele afirmou que enfrentou momentos difíceis. “Lula e eu saímos da prisão no mesmo dia”, disse, classificando a fase como “muito cruel e solitária”.
Com informações de Jornal Opção.
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