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O número de pessoas desaparecidas em Goiás tem crescido de forma significativa nos últimos anos e acende um alerta para autoridades e famílias. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública apontam que, entre 2021 e 2025, mais de 17,4 mil desaparecimentos foram registrados no estado.
A média é de mais de 3 mil casos por ano, o que representa cerca de 10 ocorrências por dia. No período, o aumento foi de quase 33%.
Apesar do avanço nas investigações, pouco mais da metade dos casos teve desfecho. Ao todo, cerca de 9,2 mil pessoas foram localizadas, enquanto milhares de famílias ainda aguardam respostas.
Somente nos dois primeiros meses de 2026, já foram registrados 562 desaparecimentos em Goiás, segundo os dados mais recentes.
Na capital, o cenário apresenta índices mais positivos. O Grupo de Investigação de Desaparecidos (GID) passou a investigar também casos envolvendo menores desde outubro de 2024, e, de acordo com a Polícia Civil, todos os registros de crianças e adolescentes nos últimos dois anos foram solucionados.
Entre adultos, o índice de localização também é elevado em Goiânia, superando 90% nos últimos anos.
Além dos números, casos antigos e recentes reforçam a complexidade do problema. Atualmente, a Interpol mantém alerta internacional para sete pessoas desaparecidas em Goiás, incluindo ocorrências que atravessam décadas.
Um dos casos mais antigos é o de uma menina que desapareceu em 1973, em Goiânia, após sair para a escola e nunca mais ser vista. Já entre os casos mais recentes, está o de um ativista ambiental que desapareceu na Chapada dos Veadeiros em dezembro de 2025, sem deixar pistas.
Há também desaparecimentos ligados a tentativas de migração ilegal, como o de um jovem que sumiu após percorrer países da América Central tentando chegar aos Estados Unidos.
Outros episódios ganharam repercussão recente por desfechos trágicos. Em um deles, o responsável pelo crime foi preso após confessar o assassinato de uma mulher que ficou mais de 40 dias desaparecida. Em outro caso, um homem foi detido suspeito de matar um advogado que havia desaparecido dias antes.
Também há situações em que o desaparecimento ocorre de forma voluntária, muitas vezes ligado a questões pessoais ou financeiras, com pessoas sendo localizadas posteriormente.
Apesar das dificuldades, há histórias de reencontro que chamam atenção, como o caso de mãe e filha que voltaram a se encontrar após mais de quatro décadas separadas.
O Ministério da Justiça orienta que o desaparecimento deve ser comunicado imediatamente à polícia, sem necessidade de aguardar 24 horas. O registro rápido pode ser decisivo para o sucesso das buscas.
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