Goiás

Empresário é condenado após filmar clientes e produzir pornografia infantil

POR Redação | 12/06/2026
Empresário é condenado após filmar clientes e produzir pornografia infantil

Delegacia de Pires do Rio, em Goiás — Foto: Reprodução/Google Street View

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Um empresário do setor de instalação de câmeras de segurança de Pires do Rio, na região sudeste de Goiás, foi condenado pela Justiça a mais de sete anos de prisão após ser acusado de espionar clientes e registrar imagens sem autorização. Entre os crimes reconhecidos pela decisão está a produção de pornografia infantil.

 

A condenação foi divulgada pelo Poder Judiciário na última segunda-feira (8). Conforme o Ministério Público de Goiás, as investigações revelaram que o empresário utilizava sistemas de monitoramento instalados em imóveis de clientes para acessar imagens remotamente sem consentimento.

 

Segundo a denúncia apresentada pela promotora Ana Roberta Ferreira Fávaro, o caso veio à tona depois que a ex-esposa do condenado procurou uma das vítimas para mostrar um vídeo encontrado no celular dele. Nas imagens, apareciam uma mulher e a filha dela, então com 9 anos de idade, sem roupas.

 

Após tomar conhecimento do conteúdo, a vítima registrou ocorrência policial em janeiro de 2026. A partir daí, foi iniciada a investigação que resultou na apreensão e análise do celular do empresário.

 

De acordo com o Ministério Público, a perícia constatou que ele possuía acesso remoto a 91 sistemas de câmeras pertencentes a clientes, sem autorização para esse tipo de monitoramento.

 

No caso da mulher filmada com a filha, a Justiça destacou que o contrato firmado previa a instalação de câmeras em diversos ambientes da residência, incluindo o quarto.

 

Ao final do processo, o empresário foi condenado pelos crimes de produção de pornografia infantil, interceptação ilegal e registro não autorizado de imagens íntimas. A pena aplicada foi de 7 anos e 4 meses de reclusão, além de 7 meses de detenção, em regime fechado, e pagamento de 24 dias-multa.

 

O Ministério Público informou ainda que, durante as audiências, a defesa sustentou que as acusações seriam falsas e teriam sido motivadas por vingança da ex-esposa. O g1 informou que não conseguiu localizar a defesa do condenado.

 

A ex-esposa também foi condenada por armazenamento de pornografia infantil. Segundo a decisão, ela manteve o vídeo guardado por aproximadamente três anos. A pena fixada foi de um ano de reclusão em regime aberto, posteriormente substituída por restrições de direitos. A defesa dela também não foi localizada.

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