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Um estudo publicado em outubro de 2025 pelo Observatório do Estado Social Brasileiro, da Universidade Federal de Goiás (UFG), indica que a violência contra professores do ensino básico brasileiro é resultado direto da precarização estrutural do trabalho docente.
O relatório, coordenado pelo professor Tadeu Arrais, do Instituto de Estudos Socioambientais (Iesa), aponta que agressões físicas ou verbais não devem ser analisadas isoladamente, mas como sintomas de um sistema que fragiliza a carreira e responsabiliza individualmente os profissionais. O estudo rejeita abordagens punitivas ou militarizadas e defende soluções estruturais.
A pesquisa utilizou dados públicos de grande escala, incluindo o Censo Escolar e outros painéis do Inep, além de relatórios documentais sobre violência armada, como o “Educação Sob Cerco”. Em 2024, o ensino básico brasileiro contava com 2.535.510 docentes e 47.088.922 matrículas. Foram analisadas médias de alunos por turma, vínculos administrativos, condições de infraestrutura, remuneração e nível de esforço exigido.
O estudo destaca que a violência está ligada a políticas de austeridade, cortes de investimento e à progressiva retirada da autonomia didática e avaliativa dos professores. Entre os dados mais preocupantes, sete redes públicas estaduais registraram menos de 50% de docentes efetivos em 2024, reforçando a instabilidade causada pelo uso crescente de contratos temporários.
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