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Um estudo realizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), em parceria com a Vital Strategies, mostrou que mulheres com registro de violência na capital têm 29,1 vezes mais chance de serem vítimas de homicídio do que aquelas sem histórico de agressões. Entre 2010 e 2020, 11.900 meninas e mulheres tiveram notificações de violência, permitindo aos pesquisadores mapear trajetórias de risco e identificar padrões de mortalidade.
A análise cruzou dados de diferentes sistemas de informação, incluindo o Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan-Violência), o Sistema de Mortalidade (SIM) e o Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS). Os registros revelaram que 26,7% das vítimas sofreram agressões por familiares, 20,6% por parceiros íntimos e 15,6% por conhecidos, como patrões ou cuidadores.
Adolescentes de 10 a 19 anos representaram 26,5% das notificações, seguidas por mulheres de 30 a 59 anos (25,1%), crianças de 0 a 9 anos (24,1%), jovens de 20 a 29 anos (19,9%) e idosas acima de 60 anos (4,4%). Entre crianças pequenas, a negligência predominou (57,9%), na adolescência a violência sexual (65,2%), e entre mulheres adultas a violência física (64,1% e 77,2% para 20-29 e 30-59 anos, respectivamente). Para idosas, a negligência voltou a ser majoritária (50,6%).
O levantamento também apontou que o espancamento foi o meio mais frequente de agressão (34,9%), seguido por ameaças (21,3%). Armas de fogo representaram 11,2% dos casos, objetos perfurocortantes 10,9%, envenenamento 4,3% e objetos contundentes 3,9%.
Entre as mulheres notificadas, o risco de morte por causas externas foi 8,6 vezes maior, enquanto o risco de homicídio subiu para 29,1 vezes. O suicídio também apresentou aumento, com três vezes mais chances entre mulheres notificadas, chegando a 4,2 vezes mais para jovens de 20 a 29 anos.
A pesquisa evidencia que, apesar das Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNT) responderem por 65% dos óbitos femininos em Goiânia, entre mulheres com histórico de violência essa proporção cai para 30%. Homicídios, que representam apenas 1% das mortes femininas, passam a ser a principal causa entre vítimas notificadas (33%).
Goiânia também lidera iniciativas para tornar o feminicídio mais visível globalmente. Pesquisadores e gestores públicos articulam a inclusão desse tipo de crime na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), permitindo integração de dados de saúde, segurança pública e assistência social. Cheila Maria de Lima, assessora da SMS, ressalta que a medida permitirá estruturar vigilância contínua e aprimorar políticas públicas.
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