Anúncios mencionam com petista e o presidente Lula Foto: Reprodução/Instagram de Frigorífico Goiás
Um frigorífico em Goiás passou a ser alvo de uma nova ação judicial que pede indenização de R$ 500 mil por suposta prática de publicidade discriminatória. O processo foi movido pelo Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo, que acusa o estabelecimento de excluir consumidores com base em posicionamento político.
O caso envolve o Frigorífico Goiás, que já havia gerado repercussão anteriormente ao divulgar um cartaz com conteúdo direcionado a eleitores de um partido político. Agora, a nova ação aponta que o comportamento teria se repetido em campanhas recentes.
De acordo com o processo, o estabelecimento publicou conteúdos considerados ofensivos, como anúncios com expressões associadas a clientes e vídeos com mensagens de cunho político. Entre os materiais citados estão publicações com frases provocativas e a utilização de imagens geradas por inteligência artificial.
A ação também menciona um vídeo com a participação do influenciador Danilo Faria, que aparece dentro do local com uma arma na cintura durante a gravação.
O instituto argumenta que o conteúdo vai além de opinião pessoal e configura estratégia comercial com potencial discriminatório, o que poderia gerar dano moral coletivo. Por isso, além da indenização, foi solicitado que as publicações sejam retiradas das redes sociais, sob pena de multa diária.
A Justiça, no entanto, não concedeu o pedido de retirada imediata. A juíza responsável pelo caso apontou que não foram apresentados os links diretos das publicações, nem provas técnicas suficientes que confirmem a autoria do material. Foi dado prazo de 15 dias para que essas informações sejam incluídas no processo.
A controvérsia envolvendo o frigorífico teve início no ano passado, após denúncia feita pelo deputado Mauro Rubem ao Ministério Público de Goiás. Em fevereiro deste ano, o estabelecimento já havia sido condenado a pagar R$ 130 mil por publicidade considerada discriminatória em outro processo.
Na ocasião, o cartaz original foi substituído por uma nova mensagem, e o proprietário afirmou que o local não restringe o atendimento de clientes por motivos políticos, religiosos ou de preferência pessoal.
Em nota, a defesa informou que ainda não foi oficialmente comunicada sobre a nova ação e que adotará as medidas cabíveis assim que tiver acesso ao processo.
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