Gabriel Ferreira de Rezende, de 28 anos, morreu durante um ataque de drones russos na guerra entre Rússia e Ucrânia. Natural de Inhumas, em Goiás, ele estava no país como voluntário e inicialmente atuava como capelão militar, oferecendo apoio religioso a integrantes do Exército ucraniano. Conforme relatos da família, posteriormente passou a atuar também como soldado em campo de batalha.
Gabriel morreu em julho deste ano, segundo um familiar, junto com outros 11 brasileiros que estavam em uma região de combate. A família, porém, só recebeu a confirmação semanas depois, período em que ele permaneceu desaparecido.
A primeira informação sobre a morte chegou à namorada de Gabriel, que mantinha contato com pessoas próximas a ele na Ucrânia. Na terça-feira (8), a confirmação foi comunicada aos familiares, que passaram a publicar homenagens nas redes sociais.
A morte ocorreu durante a segunda passagem de Gabriel pela guerra. Em uma viagem anterior à Ucrânia, ele foi atingido durante um bombardeio e precisou retornar ao Brasil para receber tratamento. Um dos ferimentos atingiu um dos olhos.
Depois de se recuperar em Inhumas, o jovem decidiu voltar para a Ucrânia e retomar a atuação no país.
A ligação com a vida militar, segundo a família, vinha de antes da experiência no conflito. Gabriel tinha o desejo de servir no Exército Brasileiro, mas não conseguiu concretizar esse projeto no país. A oportunidade de atuar como capelão militar voluntário surgiu na Ucrânia.
Em uma publicação nas redes sociais, ele havia demonstrado a importância que atribuía à carreira militar e à ideia de servir e proteger.
Antes de seguir para a Ucrânia, Gabriel também tentou ingressar na vida religiosa. Ele estudou em um seminário da Igreja Católica, mas não concluiu a formação necessária para o sacerdócio.
Durante esse período, participou de viagens e comícios religiosos. Segundo familiares, também tinha facilidade para aprender idiomas e falava quatro línguas.
Mesmo vivendo longe de Inhumas, Gabriel mantinha contato frequente com os parentes. Ele costumava telefonar para a família, gravar vídeos e compartilhar registros da rotina.
O desaparecimento em julho interrompeu essa comunicação habitual e deixou familiares e amigos sem informações durante semanas, até a confirmação de sua morte.
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