O Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO) recebeu 15 denúncias de assédio eleitoral após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). Antes da votação, outras 42 denúncias já haviam sido formalizadas, totalizando 57 registros no estado.
Entre as situações que ganharam repercussão estão publicações incentivando empresários a não contratar eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ameaças de demissão por posicionamento político e listas de boicote a estabelecimentos associados à esquerda.
Em Goiânia e Formosa, listas com nomes de empresas e profissionais passaram a circular nas redes sociais. Uma psicóloga que atua na área de recursos humanos também virou alvo de apuração do Conselho Regional de Psicologia após divulgar declarações sobre a contratação de trabalhadores com base em preferências políticas.
Segundo o MPT-GO, a maioria das denúncias tramita sob sigilo. O órgão alerta que demissões motivadas por convicção política podem ser consideradas discriminatórias, com possibilidade de reintegração ao emprego e indenização, conforme as provas apresentadas.
Trabalhadores que sofrerem ameaças ou discriminação podem denunciar pelo site prt18.mpt.mp.br, inclusive com solicitação de sigilo.
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