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Goiás tem 2º maior número de recuperações judiciais no agro

POR Redação | 27/10/2026
Goiás tem 2º maior número de recuperações judiciais no agro

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Goiás registrou 84 pedidos de recuperação judicial no agronegócio entre abril e junho de 2026 e ficou na segunda posição entre os estados brasileiros com mais solicitações. O número ficou atrás apenas de Mato Grosso, que contabilizou 107 casos. Apesar da posição goiana, o cenário nacional apresentou uma redução de 20,7% em relação ao mesmo período de 2025, segundo levantamento da Serasa Experian.

Ao todo, foram registrados 448 pedidos no país no segundo trimestre deste ano. Foi a primeira queda para o período desde 2022. Na comparação com os três primeiros meses de 2026, quando houve 474 solicitações, a redução foi de 5,5%.

O levantamento considera pedidos apresentados por produtores rurais que atuam como pessoas físicas ou jurídicas, além de empresas que integram a cadeia produtiva do agronegócio.

Estados com mais solicitações

Depois de Mato Grosso e Goiás, os maiores números foram registrados em São Paulo, com 72 pedidos; Minas Gerais, com 54; e Paraná, com 42.

Entre as atividades agropecuárias, o cultivo de soja liderou as solicitações de recuperação judicial, com 70 registros. A criação de bovinos apareceu em seguida, com 28.

Pedidos caem entre pessoas físicas e jurídicas

A análise por perfil dos produtores mostrou recuo de 10,5% nos pedidos feitos por pessoas físicas em comparação com o segundo trimestre de 2025. Ao todo, foram 197 solicitações nessa categoria.

Entre os produtores rurais que atuam como pessoas jurídicas, a queda foi maior, de 34,2%, com 160 pedidos registrados.

Na classificação por porte, a categoria denominada sem propriedades, que pode incluir produtores que arrendam terras, somou 70 solicitações. Os grandes proprietários registraram 51 pedidos, enquanto os pequenos tiveram 39 e os médios, 37.

Serasa recomenda cautela com o resultado

Apesar da redução, a Serasa Experian avalia que os números ainda precisam ser acompanhados. Marcelo Pimenta, responsável pela área de agronegócio da empresa, apontou que a queda pode estar associada ao aumento da entrada de receitas para parte dos produtores, à sazonalidade das atividades rurais e ao avanço das renegociações com credores.

Segundo a avaliação, o setor continua enfrentando dificuldades devido aos custos elevados e às condições mais restritivas para conseguir crédito. A evolução dos próximos trimestres será importante para identificar se a redução dos pedidos representa uma tendência duradoura.

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