Greve na educação em Goiânia: escolas municipais paralisam aulas Foto: Reprodução/Sintego
A greve dos trabalhadores da rede municipal de Educação de Goiânia começou nesta terça-feira (12) e deve impactar milhares de estudantes da capital. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás (Sintego), aproximadamente 23 mil alunos podem ser afetados pela paralisação.
De acordo com a presidente em exercício do sindicato, Ludymilla Morais, cerca de 50 escolas municipais aderiram totalmente ao movimento, enquanto outras 50 unidades devem funcionar parcialmente.
O sindicato informou que as secretarias das escolas permanecerão abertas para atendimento à comunidade durante a paralisação.
A Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou que irá acompanhar o cumprimento da decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), que determinou a manutenção mínima de 70% dos servidores em atividade, principalmente nos serviços considerados essenciais, como educação infantil e alimentação escolar.
A decisão judicial também estabelece que o Sintego apresente um plano de continuidade das atividades em até 24 horas. Segundo o chefe da advocacia setorial da SME, Kaio Ygor Paulino da Silva, o prazo termina ao meio-dia desta terça-feira (12).
Ainda conforme a secretaria, o município não recebeu informações oficiais sobre o número de servidores que aderiram ao movimento. Kaio Ygor informou que a ausência desses dados motivou o ajuizamento de uma ação pedindo a ilegalidade da greve.
Segundo ele, o Tribunal de Justiça concedeu liminar determinando o funcionamento mínimo de 70% das unidades escolares por se tratar de serviço essencial.
A SME também informou que algumas reivindicações da categoria já estavam em andamento dentro da prefeitura. Entre elas, está o encaminhamento do piso salarial dos professores para análise da Câmara Municipal.
Os trabalhadores da Educação decidiram iniciar a greve durante assembleia geral realizada pelo Sintego na última quinta-feira (7). O sindicato estima adesão de cerca de 4 mil trabalhadores.
Entre as principais reivindicações apresentadas pela categoria estão o reajuste do piso salarial dos professores, pagamento das progressões de carreira, atualização da data-base dos administrativos, plano de carreira e aplicação de leis relacionadas ao enquadramento e descongelamento funcional.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação afirmou que segue aberta ao diálogo com os profissionais da rede e reforçou que a prioridade da pasta é garantir o funcionamento das aulas e o atendimento aos estudantes.
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