O homem preso por suspeita de incendiar o carro e a loja da ex-companheira, em Senador Canedo, acumula 13 registros policiais relacionados à empresária Mayzia Jacinto, de 36 anos. As ocorrências foram registradas ao longo de aproximadamente quatro anos e incluem ameaças, lesão corporal, injúria, dano, difamação, roubo, sequestro e cárcere privado, além de registros ligados à Lei Maria da Penha.
Roogeres Souza Marques, de 37 anos, foi preso nesta terça-feira (13), em Inhumas, após fugir e se esconder em uma área de mata. Segundo a Polícia Militar (PM), ele pretendia deixar Goiás. A prisão ocorreu quatro dias depois dos incêndios que atingiram o veículo e o estabelecimento comercial da empresária.
De acordo com a tenente-coronel Dayse Veiga, do 1º Batalhão Maria da Penha, o suspeito havia procurado abrigo na casa de uma amiga durante a madrugada do dia 12. A policial informou que ele teria solicitado um carro por aplicativo para seguir até Barra do Garças, em Mato Grosso.
Em depoimento, entretanto, Roogeres afirmou que havia entrado em contato com a irmã para que ela contratasse um advogado, pois já sabia da existência de um mandado de prisão. Ele também declarou que pretendia se apresentar às autoridades. Ainda segundo o relato, decidiu pular o muro da residência e se esconder na mata depois de desconfiar de um veículo estacionado em frente ao imóvel.
A PM informou que o homem estava com a chave da loja de Mayzia quando foi localizado. Entre os registros policiais envolvendo os dois também há uma ocorrência de roubo. Conforme Dayse Veiga, o caso se refere ao episódio em que ele teria levado o carro da própria empresária.
Incêndios aconteceram após ameaças
Os incêndios ocorreram na noite de sexta-feira (9), depois de uma série de ameaças, segundo o relato da empresária. Mayzia contou que o ex-companheiro a encontrou em uma casa de forró no Jardim América, em Goiânia. Depois disso, o carro dela foi incendiado e, horas mais tarde, o fogo atingiu a loja de maquiagem em Senador Canedo.
A empresária estima que os danos tenham chegado a R$ 650 mil. Aproximadamente 90% das mercadorias foram perdidas. O veículo também sofreu danos, mas não foi completamente consumido pelas chamas.
Mayzia relatou que as agressões e ameaças começaram em 2022, durante um relacionamento marcado por separações e reconciliações. Segundo ela, a decisão de encerrar definitivamente a relação ocorreu após um episódio em que o filho tentou intervir em uma situação de violência contra a mãe e também foi agredido.
A empresária afirma que o ex-companheiro já havia danificado bens pessoais, incluindo o carro e o celular, além de agredir seus filhos. De acordo com ela, os danos materiais foram comprovados por perícia e resultaram em uma condenação ao pagamento de indenização equivalente a dois salários mínimos para ela e outros dois para o filho.
Mayzia também afirma que os pagamentos não eram realizados conforme determinado. Por medo de novas ameaças e de possíveis agressões contra ela ou os filhos, evitava cobrar os valores e fazer outras solicitações ao ex-companheiro.
Segundo informações repassadas à reportagem, Roogeres já havia sido preso em janeiro de 2026.
Empresária ainda teme represálias
Apesar da nova prisão, Mayzia afirma que ainda não se sente completamente segura. Ela relata alívio por conseguir voltar a dormir em casa, mas teme que outras pessoas possam aparecer ou que ocorram novas represálias.
Campanha busca reconstruir loja
Sem previsão para retomar as atividades no endereço atingido pelo incêndio, Mayzia iniciou uma campanha de arrecadação pela internet e organizou uma rifa para conseguir recursos para recuperar o espaço e repor os produtos perdidos.
As contribuições podem ser feitas por Pix:
Chave Pix: 96595698234
Titular: Mayzia Jacinto de Morais
Banco: Caixa Econômica Federal
Outra opção é participar da rifa, cujo link está disponível na bio do Instagram da empresária, @MayziaJacinto.
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