Foto: Reprodução - Redes Sociais
A Justiça de Goiás absolveu o engenheiro civil responsável pela reforma do toboágua onde um menino de 8 anos morreu após uma queda, em 2022, em um parque aquático de Caldas Novas. A decisão apontou que não foi possível comprovar a autoria ou participação direta do profissional no acidente.
A tragédia ocorreu no dia 13 de fevereiro de 2022, no parque aquático DiRoma Splash. A criança caiu de uma altura aproximada de 13 metros no brinquedo conhecido como “Vulcão”, que estava em manutenção e com parte da estrutura desmontada.
Na sentença, o juiz entendeu que o engenheiro não poderia prever que o tapume que isolava a área da obra seria retirado. Segundo a decisão, a situação só se tornou possível por causa de uma “ação autônoma e imprevisível de terceiro”, após a abertura de uma brecha na barreira de proteção.
O gerente do clube na época também era investigado, mas firmou acordo com o Ministério Público e não foi levado a julgamento. Ele assumiu ter retirado o tapume que bloqueava o acesso à obra, permitindo a entrada da criança na estrutura. Como parte do acordo, pagou R$ 8 mil a uma creche do município e evitou eventual condenação criminal.
A criança estava em viagem com a família e visitava a cidade turística quando subiu pela única escada de acesso ao toboágua. A perícia apontou que não havia sinalização clara na entrada informando sobre a interdição ou manutenção do brinquedo.
De acordo com o laudo da Polícia Técnico-Científica, a escada não possuía placas visíveis nem barreiras adequadas para impedir o acesso. Havia apenas uma corrente no chão e uma placa pequena, considerada pouco perceptível. No topo da escada, somente um dos quatro escorregadores estava isolado com fita zebrada.
A principal hipótese é que a criança tenha entrado em um dos tubos parcialmente desmontados. Sem a estrutura completa e sem água na pista, ela caiu em queda livre, atingindo uma estrutura metálica antes de chegar ao solo.
A vítima foi socorrida por guarda-vidas, por uma enfermeira do parque, por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pelo Corpo de Bombeiros. Ela chegou a ser intubada e levada ao Hospital Municipal de Caldas Novas, mas não resistiu. A causa da morte foi apontada como traumatismo craniano seguido de afogamento após parada cardiorrespiratória.
Durante a investigação, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (Crea-GO) destacou que, em locais com grande circulação de pessoas, é recomendável manter vigilância constante e estruturas reforçadas de interdição para evitar o acesso a áreas em obras.
Relatórios policiais também indicaram que poderiam ter sido adotadas medidas adicionais de segurança, como reforço nas barreiras físicas e presença de funcionários para orientar visitantes.
Na época do acidente, o DiRoma afirmou que, ao longo de 50 anos de funcionamento, nunca havia registrado uma tragédia semelhante. Com a absolvição do engenheiro e o acordo firmado pelo gerente, o caso foi encerrado na esfera criminal.
Com informações de Mais Goiás.
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