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A Justiça de Goiás condenou o Hospital da Mulher de Inhumas ao pagamento de R$ 1 milhão por danos morais aos pais de dois bebês trocados na maternidade em 2021. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso.
O valor da indenização foi dividido igualmente entre os quatro pais envolvidos no caso, sendo R$ 250 mil para cada mãe e cada pai.
O erro só foi descoberto em 2024, quando um dos pais desconfiou da paternidade da criança. Exames de DNA realizados posteriormente confirmaram que os meninos haviam sido entregues às famílias erradas ainda na maternidade.
Os bebês nasceram no mesmo dia, em 15 de outubro de 2021, com apenas 14 minutos de diferença. Segundo as famílias, uma das crianças nasceu às 7h35 e a outra às 7h49.
O primeiro exame genético foi feito em outubro de 2024. Após a solicitação de uma contraprova pelo laboratório, o outro casal também realizou os testes, que confirmaram a troca.
As investigações da Polícia Civil apontaram que a identificação dos recém-nascidos foi feita corretamente pelo hospital. No entanto, o erro teria acontecido no momento em que uma técnica de enfermagem entregou os bebês aos pais.
O relatório final do inquérito foi concluído em março deste ano. O delegado responsável pelo caso pediu o arquivamento por entender que a situação não configurou crime.
Mesmo após a descoberta, as famílias relataram dificuldades emocionais e de adaptação das crianças. Segundo um dos pais, os meninos ainda têm dificuldade para compreender a mudança de convivência.
As crianças foram destrocadas em março deste ano, mas os casais seguem com guarda compartilhada.
Em entrevista ao g1, um dos pais afirmou que nenhum valor financeiro seria capaz de reparar totalmente os impactos causados pela troca dos bebês.
O Hospital da Mulher de Inhumas e a defesa da unidade não se manifestaram sobre a decisão até a última atualização da reportagem.
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