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A Polícia Civil de Goiás prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (12), o dirigente de uma entidade classista de Rio Verde, investigado por estupro, assédio sexual, violência psicológica e coação contra funcionárias. A ação foi realizada durante uma operação da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), que também cumpriu mandados de busca e apreensão.
As investigações começaram em setembro, após denúncias anônimas relatarem abusos supostamente cometidos dentro do ambiente de trabalho. Segundo a Polícia Civil, parte dos crimes teria ocorrido na sala utilizada pelo investigado, onde havia uma tranca eletrônica controlada somente por ele.
Três vítimas já foram identificadas, entre elas uma adolescente. De acordo com os relatos colhidos, o investigado se valia de sua posição de poder e influência política e econômica para intimidar e silenciar as mulheres. A Polícia Civil informou que uma das vítimas chegou a tentar suicídio em decorrência dos abusos.
Durante a operação, celulares e outros materiais foram apreendidos para perícia. A delegada responsável afirmou que a prisão preventiva foi fundamental para proteger as vítimas, impedir novas intimidações e garantir o avanço seguro das investigações.
Segundo a PC, o inquérito segue em sigilo para proteção das vítimas e testemunhas. O investigado foi encaminhado à Casa de Prisão Provisória de Rio Verde, onde permanece à disposição da Justiça.
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