Bateria retirada do esôfago do bebê e imagem de raio-x que identificou o objeto após a criança engolir o item em Goiás Foto: Reprodução/Instagram de Renata Porto
A mãe Renata Porto usou as redes sociais para alertar outros pais após o filho, de 1 ano, engolir uma bateria de brinquedo em Goiás. O caso aconteceu no dia 13 de janeiro e foi relatado por ela em um vídeo publicado no Instagram.
Segundo Renata, o bebê, identificado como Pedro, estava em casa, na brinquedoteca, quando se engasgou enquanto brincava. A funcionária responsável pelos cuidados da criança realizou a manobra de desengasgo, porém o menino continuou apresentando sinais preocupantes, como excesso de saliva e fraqueza no corpo.
Mesmo respirando, a criança apresentava perda de firmeza e dificuldade para sustentar a cabeça, embora ainda respondesse aos chamados pelo nome, conforme relatado pela mãe.
Diante da situação, a família levou o bebê para atendimento médico. Um exame de raio-x identificou um objeto preso no esôfago. Inicialmente, os pais acreditaram que se tratava de uma peça plástica de brinquedo, o que levou a equipe a adotar um protocolo considerado menos urgente.
Com a demora no atendimento e o agravamento da preocupação, a família buscou outro serviço médico. Após novas avaliações, foi confirmado que o objeto ingerido era uma bateria, que permaneceu cerca de 12 horas no esôfago da criança.
A retirada foi realizada por meio de endoscopia. Durante o procedimento, os médicos identificaram sinais de necrose e risco de perfuração, mas exames posteriores descartaram a complicação. O bebê recebeu alta no dia 18 e segue em acompanhamento médico.
Após a repercussão do caso, Renata informou que descobriu a origem da bateria após receber mensagens de uma seguidora. O objeto pertencia a uma lousa infantil, brinquedo comum distribuído como lembrancinha em festas. A família não sabia que o item utilizava bateria e alertou que o parafuso do compartimento é frágil e pode se soltar após quedas.
Em novas publicações, a mãe reforçou a importância de agir rapidamente em casos semelhantes e orientou que, se a criança engasgar e o objeto não for identificado, os responsáveis devem procurar atendimento médico imediato e informar a possibilidade de ingestão de bateria, pois isso altera a urgência do atendimento.
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