Centro de Ensino em Período Integral Professor Sérgio Fayad Generoso, em Formosa Foto: Reprodução
Uma ocorrência envolvendo dezenas de estudantes mobilizou autoridades de saúde e educação em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Mais de 100 alunos do Colégio Estadual em Período Integral (Cepi) Professor Sérgio Fayad Generoso relataram mal-estar após consumirem a refeição servida pela unidade de ensino.
Familiares informaram que diversos estudantes precisaram de atendimento médico. Entre eles estão duas sobrinhas do mestre de obras Weslei Lopes de Oliveira. Segundo o relato, uma das adolescentes chegou a desmaiar e outra permaneceu internada aguardando avaliação médica.
A Secretaria de Estado da Educação de Goiás (Seduc) informou que a apuração do caso foi iniciada pela Coordenação Regional de Educação de Formosa na sexta-feira (29). Conforme o órgão, os estudantes apresentaram sintomas como dores estomacais, náuseas, vômitos e sensação de desmaio após a alimentação.
A pasta informou ainda que, assim que tomou conhecimento da situação, a direção da escola acionou os órgãos responsáveis, prestou atendimento aos envolvidos e ofereceu suporte aos alunos e servidores.
A refeição suspeita foi servida na quinta-feira (28). Segundo informações repassadas pela unidade escolar, o cardápio incluía arroz, feijão de caldo, escondidinho de carne moída, salada de repolho com tomate e laranja. Familiares levantaram a hipótese de que o escondidinho pudesse estar relacionado aos sintomas apresentados pelos estudantes.
Para esclarecer o ocorrido, amostras dos alimentos foram encaminhadas a um laboratório especializado em Brasília. O material passará por análises técnicas que deverão indicar se existe relação entre a alimentação servida e os casos registrados.
Após ser comunicada sobre a situação, a Vigilância Sanitária de Formosa realizou uma inspeção na escola. A vistoria avaliou a cozinha, a despensa, os processos de preparo das refeições, as condições de armazenamento dos alimentos, a higienização dos utensílios e dos bebedouros.
De acordo com o coordenador da Vigilância Sanitária Municipal, Eric Tostes, a equipe também buscou possíveis sinais de contaminação cruzada ou falhas nos procedimentos adotados pela unidade. Entretanto, nenhuma irregularidade foi identificada durante a fiscalização.
A carne moída utilizada na refeição também foi analisada pelos fiscais. Segundo o coordenador, o alimento não apresentava indícios visíveis de comprometimento sanitário. Mesmo assim, o produto foi descartado por já estar descongelado e não poder ser reaproveitado.
Além da vistoria na escola, a Vigilância Sanitária anunciou uma força-tarefa em estabelecimentos comerciais localizados nas proximidades do colégio. O objetivo é verificar se algum alimento comercializado na região pode ter relação com os sintomas relatados pelos estudantes.
A Seduc informou ainda que equipes do Núcleo de Atendimento à Saúde do Estudante e da Gerência de Alimentação Escolar acompanham o caso. A pasta reforçou que a alimentação fornecida nas unidades estaduais segue padrões rigorosos de qualidade e que a investigação continua até a conclusão dos laudos.
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