A disputa pela vaga de vice na chapa de Daniel Vilela (MDB) ao Governo de Goiás deixou os bastidores e ganhou tom público. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (21) à Rádio Difusora FM 95,5, no programa Microfone Aberto, o ex-prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, defendeu que o posto deve ser ocupado por alguém com “experiência administrativa comprovada”, em uma fala interpretada como recado direto aos demais cotados para a vaga.
Sem citar nomes diretamente, Mendanha atingiu dois dos principais concorrentes: o senador Luiz do Carmo (PSD) e o ex-secretário Adriano da Rocha Lima (PSD).
De acordo com informações do Portal G5News, ao lembrar a gestão de Rogério Cruz em Goiânia, Mendanha trouxe à tona um dos episódios mais criticados da política recente em Goiás. Segundo ele, a escolha de Cruz como vice de Maguito Vilela em 2020 priorizou apenas o apelo junto ao eleitorado evangélico, sem considerar capacidade de gestão. Após a morte de Maguito, Rogério assumiu a prefeitura e teve uma administração marcada por forte desgaste político.
O paralelo atinge Luiz do Carmo, que também é visto como representante do segmento evangélico dentro da base governista.
Já ao reforçar que “o vice não é decorativo” e precisa ter experiência de gestão, Mendanha também mira Adriano da Rocha Lima. Apesar de ter ocupado cargos importantes no governo Ronaldo Caiado, Adriano nunca disputou eleição nem comandou uma gestão própria, ponto que o ex-prefeito de Aparecida tenta usar como diferencial em sua trajetória política.
Durante a entrevista, Mendanha também fez autocrítica ao citar o caso de Vilmar Mariano, que assumiu a Prefeitura de Aparecida após sua saída. Ele admitiu que errou ao apostar em uma escolha “meramente política” para a vice-prefeitura, dizendo ter aprendido com a experiência. A fala foi interpretada como um alerta indireto a Daniel Vilela e ao governador Ronaldo Caiado, responsáveis pela decisão final da chapa.
Guerra fria vira confronto público
Até então, a disputa pela vice vinha sendo conduzida nos bastidores, com articulações discretas entre prefeitos, lideranças políticas e integrantes da base governista. A entrevista de Mendanha, porém, marca uma mudança de estratégia e inaugura uma fase mais explícita da disputa interna.
Dias antes, Luiz do Carmo também havia usado a Rádio Difusora para reclamar de “pressões” feitas por outros pré-candidatos interessados na vaga, em referência ao presidente licenciado da Faeg, José Mário Schreiner (PSD), que recentemente reuniu mais de 100 prefeitos em Goiânia para fortalecer sua articulação política.
Agora, Mendanha amplia o embate ao colocar em debate o currículo e a experiência administrativa dos concorrentes.
Apesar do tom mais duro, o ex-prefeito afirmou que pretende permanecer no grupo governista mesmo que não seja escolhido para compor a chapa e descartou qualquer aproximação com o projeto político do senador Wilder Morais (PL).
Nos bastidores, a leitura é de que Mendanha quer deixar registrado o peso político da escolha. O ex-prefeito tenta associar uma eventual indicação sem perfil técnico ou administrativo ao risco de repetir erros do passado — especialmente o cenário vivido em Goiânia após 2020.
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