Mensagens atribuídas a integrantes de um grupo de lojistas do Mega Moda Shopping, na Região da 44, em Goiânia, repercutiram após revelarem comentários discriminatórios contra nordestinos e pessoas identificadas como de esquerda. As conversas foram divulgadas pelo portal Mais Goiás.
Nos registros, participantes defendem que trabalhadores de determinados estados e regiões do país não sejam contratados. Uma das integrantes afirma que mulheres nordestinas que procurassem emprego deveriam “pedir emprego pro Lula”. Outra pessoa concorda e sugere que candidatos de determinadas localidades não conseguiriam trabalho no local.
As mensagens teriam sido trocadas na noite de domingo (4), durante a apuração do segundo turno da eleição presidencial, disputado por Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT).
Em outro trecho divulgado, uma participante afirma que não contrataria mais pessoas do Pará, Maranhão, Piauí e do Nordeste. Também há mensagens associando a origem dos trabalhadores ao posicionamento político e defendendo restrições na contratação de pessoas consideradas petistas ou de esquerda.
Segundo o Mais Goiás, os registros foram repassados por uma mulher que trabalhou por aproximadamente quatro anos na Região da 44 e ainda permanece no grupo. Ela pediu para não ser identificada.
A mulher afirmou ao portal que integrantes se sentiriam confortáveis para fazer comentários discriminatórios em um grupo com centenas de participantes e relatou preocupação com trabalhadores que evitariam revelar sua origem por medo de perder oportunidades de emprego.
Ainda conforme as informações divulgadas, o grupo reúne 533 integrantes e é utilizado para troca de informações entre lojistas, incluindo valores de aluguel, disponibilidade de pontos comerciais e venda de mobiliário.
As próprias regras do grupo orientam os participantes a manter um tom respeitoso, concentrar as conversas em assuntos comerciais e evitar discussões políticas e temas considerados sensíveis.
Após uma integrante questionar as discussões políticas, outros participantes responderam que “política está em tudo” e sugeriram que ela deixasse o grupo caso estivesse insatisfeita.
Procurado pelo Mais Goiás, o Mega Moda informou que o grupo onde as mensagens foram publicadas não é um canal oficial do empreendimento e não é administrado ou moderado pelo shopping.
Em posicionamento, o empreendimento afirmou repudiar “qualquer manifestação de caráter racista, xenofóbico ou discriminatório” e destacou que manifestações individuais são de responsabilidade de seus autores.
O Mega Moda também declarou que eventuais condutas discriminatórias devem ser apuradas e, quando cabível, responsabilizadas conforme a legislação brasileira. O empreendimento reafirmou ainda o compromisso com o respeito e a diversidade, independentemente de origem, região ou posicionamento político.
Uma das lojistas que aparece nas conversas foi procurada pelo Mais Goiás, mas não havia se manifestado até a publicação da reportagem.
Com informações de Mais Goiás.
Jornal online com a missão de produzir jornalismo sério, com credibilidade e informação atualizada.
08/10/2026
Goiânia terá festival gratuito em quatro bairros neste fim de semana
Festival Viva Goiânia reúne teatro, circo, shows, esporte e atividades para toda a família nos dias 10 e 11
08/10/2026
Concurso em Mutunópolis tem salários de até R$ 5 mil
Câmara oferece sete vagas imediatas e 21 para cadastro de reserva, com oportunidades para níveis fundamental, médio e superior
08/10/2026
Mulher morre após ser atropelada por ônibus em Goiânia
Vítima caiu na via após suposto mal súbito e acabou atingida pelo coletivo no Jardim América; caso é investigado.
08/10/2026
Justiça condena Gusttavo Lima após mulher ser expulsa de show
Cantor deverá pagar R$ 5 mil por danos morais a espectadora repreendida durante apresentação de Réveillon em Fortaleza.