Novos detalhes sobre a tragédia envolvendo uma carreta na BR-060, em Rio Verde, apontam que a situação começou a sair do controle quando o motorista Hallan Faria Bezerra, de 32 anos, mudou bruscamente o trajeto da viagem na última segunda-feira (11). A alteração chamou a atenção do proprietário do veículo, que acompanhava o percurso por rastreamento via satélite.
De acordo com o delegado Adelson Candeo, responsável pelas investigações, o dono da carreta estranhou o comportamento do funcionário após tentar contato diversas vezes sem sucesso. As poucas respostas recebidas por mensagem também causaram preocupação.
“O dono do caminhão começa a perguntar o porquê, porque ele tem a localização do caminhão, mas o motorista não responde. E ele começa a achar estranho porque o motorista é alguém próximo”, afirmou o delegado.
Segundo a Polícia Civil, Hallan trabalhava havia cerca de um ano e meio na empresa, era considerado homem de confiança e não possuía antecedentes criminais. O comportamento agressivo na rodovia e a recusa em parar durante a perseguição policial passaram a ser os principais pontos investigados.
Ainda conforme o delegado, o proprietário chegou a suspeitar que o motorista pudesse ter sido vítima de um sequestro, já que as mensagens recebidas não pareciam ter sido escritas por ele.
“O dono começa a dizer que vai chamar a polícia porque está achando que o motorista não é o funcionário. Que a pessoa que está conversando com ele não é homem que ele conhece”, explicou Candeo.
Uma das primeiras hipóteses investigadas era a possibilidade de transporte de drogas ou até mesmo roubo do caminhão. No entanto, a perícia descartou qualquer irregularidade na carga que saiu de Minas Gerais.
“O caminhão não tem carga irregular, não existe furto do caminhão, não tem droga na carreta, enfim, não existe nenhuma ilegalidade em relação a isso”, destacou o delegado.
Agora, a Polícia Civil aguarda o resultado de exames laboratoriais, incluindo o toxicológico, para tentar esclarecer o que provocou a mudança de comportamento do motorista.
“Sobre o toxicológico, eu solicitei”, confirmou Candeo.
O relatório da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) aponta que, durante a perseguição, o motorista teria jogado a carreta contra viaturas policiais e furado bloqueios montados na rodovia. Diante da situação, os militares efetuaram disparos contra os pneus do veículo para tentar impedir a fuga.
Mesmo após o início do incêndio, Hallan permaneceu dentro da cabine com as portas travadas. Policiais tentaram realizar o resgate, mas uma explosão impediu a aproximação antes da chegada do Corpo de Bombeiros.
A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer as circunstâncias da morte e o que motivou a atitude do condutor.
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