O Ministério Público de Goiás (MPGO) instaurou um inquérito civil para apurar a conduta de um ex-diretor da antiga unidade prisional do regime semiaberto de Rio Verde, suspeito de utilizar internos para realizar serviços particulares em sua residência.
Conforme a denúncia, o então gestor teria determinado que dois presos fossem retirados da unidade e levados até sua casa para executar atividades privadas. Ainda segundo o relato, a própria viatura da unidade prisional teria sido usada no deslocamento.
O caso teria ocorrido em 2021 e também envolve outro citado na investigação. O inquérito apura possíveis irregularidades, como uso indevido da função pública para obtenção de vantagem pessoal, além de suspeita de corrupção passiva. Não há detalhes sobre quais serviços teriam sido realizados pelos internos.
Na época dos fatos, o Grupo Especial de Repressão a Crimes Patrimoniais (Geapatri) de Rio Verde cumpriu mandados de busca e apreensão relacionados ao caso. Durante a ação, foram recolhidos documentos, como livros e registros de frequência de reeducandos do semiaberto, além de um celular pertencente a um servidor público.
O episódio também foi alvo de apuração interna pela antiga Diretoria-Geral de Administração Penitenciária. Inicialmente, os envolvidos foram absolvidos em processo administrativo disciplinar. No entanto, uma decisão judicial posterior declarou a nulidade desse procedimento, permitindo o avanço das investigações na esfera cível.
Em nota, a Polícia Penal informou que não divulga resultados de apurações internas por questões legais e que cumpriu a decisão judicial que determinou o arquivamento do processo administrativo disciplinar.
NOTA OFICIAL
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