Uma mulher foi presa em flagrante nesta terça-feira (20), em Goiânia, suspeita de comercializar medicamentos e substâncias utilizados em procedimentos estéticos sem a regularidade sanitária exigida. A prisão ocorreu durante uma operação da Polícia Civil de Goiás, que apreendeu produtos injetáveis, toxinas botulínicas, seringas e outros materiais na residência da investigada.
A ação foi conduzida pela 7ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia, com apoio do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) da 1ª Delegacia Regional de Polícia (DRP). A investigação busca esclarecer a origem dos produtos utilizados por uma fisioterapeuta investigada após pacientes sofrerem lesões graves em procedimentos estéticos.
A operação é uma nova etapa das diligências iniciadas após a prisão preventiva da fisioterapeuta, em setembro deste ano. Até o momento, 24 vítimas registraram ocorrências policiais. Duas mulheres continuam internadas em razão de lesões classificadas como gravíssimas após os procedimentos.
Depois da prisão da profissional, os investigadores passaram a apurar quem fornecia os medicamentos e as demais substâncias utilizadas nos atendimentos. A análise de materiais reunidos durante a investigação levou à identificação da mulher presa nesta terça-feira, suspeita de abastecer a fisioterapeuta com medicamentos, toxinas botulínicas e outros produtos destinados a procedimentos estéticos.
Segundo a Polícia Civil, foram identificadas negociações relacionadas à compra e revenda de medicamentos, manutenção de estoques, definição de preços, pagamentos e organização de entregas. Também surgiram indícios de que parte dos produtos era adquirida no Paraguai e depois comercializada no Brasil.
Com base nos elementos levantados, a Polícia Civil solicitou à Justiça um mandado de busca e apreensão no endereço da investigada. A ordem foi autorizada e cumprida nesta terça-feira.
Durante a diligência, os policiais encontraram diversas ampolas de medicamentos injetáveis, toxinas botulínicas, seringas e outros insumos empregados em procedimentos estéticos. Também foram apreendidos perfumes de procedência estrangeira e produtos cuja comercialização é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Questionada sobre a origem dos medicamentos, a mulher afirmou que havia comprado os produtos no Paraguai e que não tinha notas fiscais. Conforme a investigação, essas circunstâncias, somadas aos demais elementos reunidos, reforçaram os indícios de comércio irregular.
A prisão em flagrante foi formalizada com base no artigo 273, § 1º, combinado com o § 1º-B, inciso I, do Código Penal. O dispositivo trata, entre outras condutas, da comercialização e da manutenção em depósito para venda de produtos medicinais sem o registro sanitário exigido.
Os materiais recolhidos serão encaminhados para exames periciais e outras verificações. A análise deverá apurar a composição, a autenticidade, a procedência, as condições de armazenamento e a regularidade sanitária dos produtos.
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