Amanda Maria Souza de Oliveira fingiu ser criança de 11 anos em Goiânia. Exames mostraram que ela possuía agulhas espalhadas pelo corpo Foto: Arquivo pessoal/ Conselheiro Rondinelly-Ná
O caso da mulher presa em Santa Catarina após se passar por uma adolescente de 12 anos por mais de um ano ganhou um novo capítulo com a revelação de que ela já havia sido presa em Goiânia pelo mesmo tipo de conduta.
Amanda Maria Souza de Oliveira, atualmente com 37 anos, foi detida em flagrante na capital goiana em 2024 após policiais militares constatarem que ela mentia sobre a própria identidade para obter ajuda e doações. Segundo a Polícia Civil de Goiás, ela acabou presa por falsidade ideológica e posteriormente foi indiciada pelo mesmo crime.
O episódio ocorreu após Amanda procurar auxílio em uma igreja localizada no Setor Parque Acalanto. Na ocasião, ela afirmou ter apenas 11 anos, disse ter sido vítima de abusos na infância e alegou estar desamparada.
Diante da situação, integrantes da igreja acionaram o Conselho Tutelar. Como a mulher se apresentava como criança, ela foi encaminhada inicialmente para atendimento médico em unidades destinadas ao público infantojuvenil.
O conselheiro tutelar Rondinelly-Ná, que acompanhou o caso, relembrou que Amanda utilizou uma estratégia semelhante à descoberta recentemente em Santa Catarina.
Segundo ele, a mulher chegou a Goiânia sem ser acolhida por nenhuma família, hospedando-se em hotéis próximos à rodoviária. O caso chamou atenção também porque ela possuía diversas agulhas espalhadas pelo corpo, fato que levou pessoas que tentavam ajudá-la a buscar atendimento especializado.
Durante os procedimentos, o Conselho Tutelar recebeu informações de outros estados indicando que a mulher já havia sido identificada em situações semelhantes. Após consultas aos sistemas policiais, foi constatado que ela era adulta e utilizava dados falsos.
Ainda conforme os registros policiais, Amanda possuía antecedentes relacionados a crimes como falsidade ideológica, uso de documento falso, estelionato e receptação em diferentes estados brasileiros.
Ela foi conduzida para a Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde confessou ter mentido sobre a idade para conseguir benefícios e doações.
Agora, o nome dela voltou ao noticiário após a prisão em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Segundo as investigações, Amanda conviveu por mais de um ano com uma família da cidade fingindo ser uma adolescente de 12 anos.
A defesa informou que solicitou exame de sanidade mental da investigada. O pedido foi aceito pela Justiça catarinense e aguarda realização pela Polícia Científica.
A Polícia Civil segue investigando o caso.
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