O PL Goiás se manifestou nesta quinta-feira (9) após o PDT ingressar com uma ação na Justiça Eleitoral para impedir que a legenda utilize a imagem do ex-prefeito de Goiânia e ex-governador Iris Rezende (MDB) em materiais de divulgação política.
Em nota, o partido classificou a iniciativa como uma tentativa de "calar a pré-candidata a vice-governadora Ana Paula Rezende". Segundo o PL, a ação representa um ataque à memória e ao legado político de Iris Rezende.
A manifestação ocorre um dia após o PDT protocolar a ação judicial. Na petição, o partido sustenta que o PL faz uma "apropriação indevida" da imagem de Iris, afirmando que o ex-governador construiu uma trajetória política baseada em princípios distintos dos defendidos atualmente pela legenda.
Ao Mais Goiás, o presidente do PDT em Goiás, Kowalsky do Carmo Costa Ribeiro, afirmou que o objetivo da ação é impedir que o PL associe sua imagem à de Iris Rezende.
"Queremos que o PL não venda essa imagem atrelada ao Iris. Não há nada sobre a Ana Paula no processo, não queremos impedir ela de vincular à família, mas o partido PL não representa os valores do Iris", declarou.
Segundo Kowalsky, reuniões promovidas pelo PL têm exibido painéis com fotografias de Iris Rezende, incluindo registros históricos das Diretas Já, além de publicações nas redes sociais ligadas à pré-candidata Ana Paula Rezende.
O PDT argumenta que a propaganda promove uma "grave distorção histórica e apropriação indevida de imagem". A legenda afirma ainda que possui legitimidade para ajuizar a ação por se considerar herdeira da tradição de resistência democrática surgida com o fim do bipartidarismo, em 1979.
Na resposta, o PL Goiás afirmou que a iniciativa do PDT configura uma tentativa de impedir que Ana Paula Rezende mantenha viva a memória do pai.
Segundo a legenda, "a violência política de tentar evitar que uma filha dedicada promova, honre e mantenha viva a memória de seu pai é uma afronta que não deveria ser considerada apenas como um ato político comum, mas sim como um ataque direto à verdade, à história e ao legado material e imaterial do ex-governador Iris Rezende, que foi fundamental para o desenvolvimento de Goiás".
O partido também declarou que a ação desvia o foco dos debates sobre o desenvolvimento do Estado e destacou que Ana Paula Rezende deixou o MDB por entender que a legenda havia se afastado dos valores e princípios defendidos por Iris Rezende.
"O PL Goiás repudia com veemência e firmeza a tentativa do PDT de Goiás, partido reconhecidamente alinhado às políticas de esquerda, de calar a pré-candidata a vice-governadora Ana Paula Rezende.
A violência política de tentar evitar que uma filha dedicada promova, honre e mantenha viva a memória de seu pai é uma afronta que não deveria ser considerada apenas como um ato político comum, mas sim como um ataque direto à verdade, à história e ao legado material e imaterial do ex-governador Iris Rezende, que foi fundamental para o desenvolvimento de Goiás.
A ação também mostra a falta de foco no que mais precisamos: no desenvolvimento do nosso Estado e na geração de oportunidades que permitam a todos os goianos prosperarem, tendo o Estado como apoiador e incentivador, não apenas como um cobrador de impostos.
Cabe ressaltar, ainda, que Ana Paula Rezende deixou o partido ao qual estava filiada por considerar que a sigla havia se afastado dos valores e princípios que marcaram o legado do ex-governador Iris Rezende. Para Ana Paula, o partido optou por caminhos que não apenas destoam desse legado, mas também se mostram incompatíveis com o respeito aos valores democráticos."
Com informações de Mais Goiás.
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