Objetivo é cumprir 47 medidas cautelares (23 mandados de busca e apreensão domiciliares, 23 mandados de prisão temporárias e sequestro/bloqueio de bens (Foto: Divulgação/PCGO)
A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Repressão a Estelionato e Outras Fraudes (Gref) da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), deflagrou, nesta quinta-feira (14/08), a Operação Mirum 3. Até o momento, 20 pessoas foram presas.
Objetivo é cumprir 47 medidas cautelares (23 mandados de busca e apreensão domiciliares, 23 mandados de prisão temporárias e sequestro/bloqueio de bens de, aproximadamente, R$ 120 mil), nos estados de Goiás, Distrito Federal, Maranhão, Santa Catarina, Mato Grosso, Pará e Tocantins. Os crimes são associação criminosa (Art. 288 do Código Penal), estelionato qualificado pela fraude eletrônica (Art. 171, §2º-A do Código Penal) e lavagem de capitais (Art. 1º da Lei 9.613/98).
A operação dá continuidade às investigações iniciadas após o estelionato praticado contra uma idosa que sofreu um prejuízo de quase R$ 120 mil através do denominado “golpe do novo número”, modalidade de engenharia social em que criminosos se fazem passar por familiares das vítimas para solicitar transferências de dinheiro.
Conforme apurado na investigação, o grupo possui uma complexa rede de colaboradores, com intensa atividade criminosa. Foram catalogadas até o momento 157 ocorrências policiais em todo o Brasil, entre os anos de 2021 e 2024.
O grupo criminoso desenvolveu uma estrutura operacional dividida em três pilares principais: a engenharia social executada pelo líder do golpe que faz contato com a vítima, se utilizando de narrativa convincente; o recrutamento de “conteiros” que cedem suas contas para receber valores ilícitos; e a lavagem de dinheiro através da “pulverização”, tática que consiste em transferir rapidamente o dinheiro para múltiplas contas e realizar saques para dificultar o rastreamento.
A investigação teve uma evolução importante com a deflagração da Operação Mirum 2, no final do ano de 2023, que resultou na prisão de um dos principais articuladores do esquema na cidade de Aparecida de Goiânia.
As investigações identificaram que o grupo foi responsável por lesar dezenas de vítimas e movimentar centenas de milhares de reais através de fraudes eletrônicas, demonstrando capacidade para cometer fraudes de grande escala utilizando aplicativos digitais e explorando vulnerabilidades de idosos e de pessoas em momentos de fragilidade.
Nas etapas anteriores da operação foram presas 28 pessoas. Assim, até o momento foram identificados 51 investigados, com ordens de prisão deferidas, que atuaram em alguma das etapas do evento criminoso.
A Operação Mirum 3 contou com o apoio das polícias Civis dos estados de Santa Catarina, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Tocantins e do Distrito Federal, bem como do apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao todo participaram da operação aproximadamente 140 policiais civis.
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