Divulgação
Redemoinhos de poeira foram registrados em diferentes pontos de Goiás nos últimos dias e chamaram a atenção de moradores. Vídeos enviados por seguidores mostram os fenômenos em Inhumas, Jataí e Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia e no sudoeste goiano.
As imagens surgiram durante um período marcado por temperaturas elevadas, tempo seco e baixos índices de umidade no estado.
Em Inhumas, um vídeo feito na tarde de segunda-feira (17) mostra um redemoinho de poeira nas proximidades da empresa Centroalcool.
Segundo o morador responsável pelo registro, a formação permaneceu por um período considerável antes de desaparecer. O tamanho e a duração do fenômeno chamaram a atenção de quem acompanhava a cena.
A ocorrência aconteceu em meio às condições típicas da estação seca, que favorecem a formação de redemoinhos de poeira quando há aquecimento intenso do solo e circulação de ventos.
Outro registro foi feito em Jataí, no sudoeste de Goiás. O redemoinho apareceu nas proximidades da Secretaria Municipal de Educação e foi filmado de dentro de um veículo.
Na gravação, uma coluna de poeira se forma e se movimenta rapidamente, surpreendendo as pessoas que estavam próximas ao local.
Redemoinhos desse tipo costumam se formar em dias quentes e secos. O aquecimento do solo faz o ar subir, enquanto a circulação dos ventos pode provocar um movimento giratório capaz de levantar poeira e pequenos detritos.
Na maioria das ocorrências, o fenômeno dura poucos segundos ou minutos e não provoca danos significativos. Ainda assim, dependendo da intensidade, pode reduzir a visibilidade e carregar objetos leves.
Em Guapó, na Região Metropolitana de Goiânia, outro vídeo mostra uma formação de poeira em um campo de futebol. O redemoinho ganhou força e avançou em direção a ruas e imóveis residenciais.
As imagens foram feitas no sábado (15) pelo morador João de Deus e divulgadas pela TV Anhanguera.
O fenômeno chamou atenção pelo tamanho da coluna de poeira, que alcançou vários metros de altura. Apesar de chegar próximo às residências, o redemoinho perdeu intensidade antes de causar estragos.
De acordo com André Amorim, do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), esse tipo de fenômeno ocorre quando uma área específica do solo fica muito aquecida e há encontro entre correntes de ar com características diferentes.
O vento pode ganhar velocidade e começar a girar, formando o chamado turbilhão de poeira. A estrutura pode ter desde poucos centímetros até vários metros de altura e permanecer ativa por segundos ou alguns minutos.
Conhecido popularmente como pé de vento, o fenômeno é mais comum em períodos de calor e estiagem, quando o solo está seco e o ar apresenta baixa umidade.
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