O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, defendeu a manutenção dos descontos e das isenções na Taxa de Limpeza Pública (TLP), conhecida como taxa do lixo. Durante a prestação de contas do segundo quadrimestre de 2026, realizada nesta segunda-feira (26), na Câmara Municipal, o prefeito afirmou que a cobrança deve considerar a condição financeira dos moradores.
“Não vou aceitar que os mais pobres paguem a mesma taxa do lixo que os ricos”, declarou Mabel, ao responder a um questionamento da vereadora Aava Santiago (PSB) sobre a constitucionalidade da cobrança.
Segundo o prefeito, a discussão judicial envolve os critérios de cálculo da taxa, incluindo valores mínimos e máximos e a concessão de subsídios. A Procuradoria do Município trabalha em uma alternativa para manter os benefícios destinados às famílias de baixa renda.
Mabel destacou que a cobrança foi instituída antes de sua gestão e afirmou que a prefeitura adotou medidas para reduzir o impacto financeiro sobre a população. Atualmente, mais de 201 mil imóveis de famílias de baixa renda são contemplados com isenção, enquanto os subsídios podem chegar a 75% do custo do serviço.
“A coleta de lixo tem um custo, e precisamos garantir que o serviço funcione. Mas também precisamos discutir como essa conta é dividida”, afirmou.
O prefeito também sinalizou que pretende buscar uma solução em conjunto com os vereadores para garantir a continuidade dos benefícios.
Prefeitura anuncia investimentos e apresenta balanço financeiro
Durante a prestação de contas, a administração municipal informou que investiu R$ 663,3 milhões entre janeiro e agosto de 2026. Segundo a prefeitura, o montante representa mais de quatro vezes o valor aplicado no mesmo período de 2025 e supera em 32,37% os investimentos realizados durante todo o ano passado, que somaram R$ 501,1 milhões.
A expectativa anunciada por Mabel é alcançar R$ 1 bilhão em investimentos até dezembro.
O relatório também apresentou resultado primário positivo de R$ 137,9 milhões, acima da meta anual de R$ 132,7 milhões. Já a Receita Corrente Líquida acumulada em 12 meses chegou a R$ 9,37 bilhões, crescimento de 8,59% em comparação ao segundo quadrimestre de 2025.
Na saúde, Goiânia destinou 18,57% da receita de impostos e transferências, percentual superior ao mínimo constitucional de 15%. O prefeito anunciou ainda a previsão de investir R$ 500 milhões no setor nos próximos dois anos, incluindo projetos para 32 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e oito Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Na educação, o percentual aplicado até o segundo quadrimestre foi de 21,88%, abaixo do mínimo constitucional de 25%. Entretanto, o cumprimento desse índice é avaliado ao final do exercício financeiro.
Como comparação, em 2025 o município havia aplicado 20,06% até o segundo quadrimestre, encerrando o ano com 25,83%, acima do mínimo exigido.
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