Maria Helena de Souza Netto Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela, foi presa em Goiânia nesta quinta-feira (7), durante a Operação Travessia, deflagrada pela Polícia Federal contra um esquema de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos. Segundo as investigações, o grupo liderado por ela teria movimentado cerca de R$ 45 milhões.
Além de Maria Helena, outras três pessoas foram presas na capital goiana. A operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão e 7 de prisão preventiva em Goiás e no Amapá.
De acordo com a Polícia Federal, cinco organizações criminosas atuavam em uma rede responsável por enviar brasileiros ilegalmente aos Estados Unidos. Entre 2018 e 2023, os grupos teriam movimentado aproximadamente R$ 240 milhões e levado ao menos 477 pessoas ao território norte-americano, número que pode ultrapassar 600 migrantes.
As investigações apontam que os envolvidos organizavam toda a logística das viagens, incluindo a saída do Brasil, passagem por países como Panamá e México e a travessia irregular da fronteira dos Estados Unidos. A PF também identificou o uso de empresas de fachada e lavagem de dinheiro para ocultar os recursos obtidos com o esquema.
Maria Helena passou a ser investigada em 2022, após um grupo de migrantes ser abordado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e citar o nome dela às autoridades.
Ela é sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela. Em nota, o governador afirmou que o caso não possui qualquer relação com ele, com familiares ou com o Governo de Goiás, e ressaltou que os fatos investigados remontam aos anos 2000.
A defesa de Maria Helena informou que recebeu a operação “com surpresa”, contestou a prisão preventiva e declarou que irá adotar medidas judiciais para pedir a liberdade da investigada.
Nota da defesa de Maria Helena
A defesa da Sra. Maria Helena de Souza Netto Costa vem a público esclarecer, com a serenidade que o momento exige, que sua constituinte recebeu com surpresa as medidas cautelares deflagradas em seu desfavor e aguarda o pleno acesso aos autos para análise técnica dos fatos, na forma da Súmula Vinculante nº 14 do STF.
Registra-se, desde já, a absoluta desnecessidade da prisão preventiva decretada, medida de natureza excepcional cujos requisitos legais (art. 312 do CPP) não se fazem presentes na hipótese. Nossa constituinte não apresenta qualquer risco à ordem pública, à conveniência da instrução criminal ou à aplicação da lei penal, tampouco jamais se furtou a qualquer ato investigatório. As providências para o imediato restabelecimento de sua liberdade já se encontram em curso.
A defesa reafirma confiança no Poder Judiciário e lamenta a divulgação seletiva de informações sigilosas. Colocamo-nos a disposição.
Goiânia, 07 de maio de 2026.
Luiz Inácio Medeiros Barbosa
Jorge Augusto dos Reis
Guilherme Alves Machado
Nota do governador Daniel Vilela
O caso envolvendo a senhora Maria Helena de Souza Costa não tem absolutamente nenhuma relação com o governador Daniel Vilela e com sua mulher, Iara Netto Vilela. São fatos investigados desde meados dos anos 2000, segundo divulgou a própria Polícia Federal, e não envolvem em nenhum momento o governador ou o governo de Goiás.
Com informações de Mais Goiás.
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