@emilyaoleary/Instagram/Reprodução
A artista norte-americana Emily O’Leary virou assunto nas redes sociais após apresentar uma série de tapetes hiper-realistas que reproduzem cães deitados no chão. A proposta, que inicialmente poderia soar como algo delicado ou afetivo, acabou gerando forte repercussão e críticas, com internautas afirmando que as peças lembram animais mortos.
Os tapetes são produzidos manualmente, a partir de uma base de linho e fios de lã. O processo é lento, detalhado e pode levar meses até a finalização de cada obra. As criações têm tamanho semelhante ao de cães reais e impressionam pelo nível de realismo, especialmente na reprodução da pelagem, que apresenta variações sutis de cores e texturas.
O impacto visual é intensificado pela escolha estética da artista: corpos achatados e olhos sempre fechados. Esses elementos têm sido apontados como os principais responsáveis pela estranheza inicial do público, levando muitos comentários a classificarem o trabalho como “de mau gosto” ou perturbador.
Apesar da polêmica, Emily O’Leary afirma que o projeto tem uma proposta crítica e afetiva. A inspiração vem dos antigos troféus de caça feitos com peles de animais, prática historicamente associada tanto à decoração quanto à moda. Ao reproduzir cães — animais ligados à ideia de afeto e companheirismo —, a artista busca inverter a lógica da dominação humana e propor uma reflexão baseada em gentileza e compaixão.
Segundo a concepção do trabalho, o desconforto causado não é acidental, mas parte central da linguagem artística escolhida. O hiper-realismo funciona como ferramenta para provocar questionamentos sobre consumo, exploração animal e a naturalização da violência estética ao longo da história.
A discussão levantada pelas obras de O’Leary dialoga com outros episódios recentes da moda e da arte que apostaram no realismo extremo para causar impacto. Um exemplo foi o desfile de inverno 2023 da grife Schiaparelli, que apresentou roupas com cabeças de animais hiper-realistas moldadas em resina. Embora não utilizassem peles verdadeiras, as peças remeteram a troféus de caça e também dividiram opiniões nas redes sociais.
Entre elogios e críticas, os tapetes de Emily O’Leary seguem provocando reflexões — ainda que, para parte do público, o estranhamento fale mais alto do que a intenção artística.
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