Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram dois suspeitos carregando a mala onde foi encontrado o corpo de um homem de 37 anos, em Goianira, na Região Metropolitana de Goiânia. O cadáver foi localizado no dia 11 de setembro e, segundo a investigação, a vítima teria sido estrangulada.
Uma força-tarefa mobilizada para esclarecer o caso resultou na prisão temporária de dois suspeitos neste domingo (20). Um terceiro investigado ainda está foragido.
A delegada Carla de Bem informou que os nomes dos presos não foram divulgados. Por isso, não foi possível localizar as defesas ou obter manifestações dos investigados.
A mala verde foi encontrada em um lote do Setor Residencial Florença depois que moradores acionaram a Polícia Militar ao perceberem um forte mau cheiro no local.
Segundo a Polícia Civil, a situação dos envolvidos é a seguinte:
A polícia ainda investiga o que teria motivado o assassinato.
De acordo com a delegada, os suspeitos afirmaram que não conheciam a vítima antes do encontro. O homem teria ido até a casa deles após convidá-los para beber.
Os investigados alegaram que a vítima teria tentado abusar da filha de dois anos de um dos casais envolvidos. A Polícia Civil, porém, ainda não confirmou essa versão como a motivação do crime.
A suspeita ganhou força porque, após a morte, a motocicleta da vítima teria sido trocada por um carro. Para os investigadores, essa circunstância também levanta a possibilidade de que o assassinato tenha relação com um roubo seguido de morte.
Outro elemento apurado pela polícia é o celular da vítima. Um dos investigados estaria utilizando o aparelho depois que ele foi formatado. Segundo o relato apresentado pelos suspeitos, o telefone continha imagens de menores.
Uma mulher ouvida pela polícia relatou que o homem teria sido estrangulado com o fio de um carregador de celular. Ainda segundo o depoimento, como a vítima continuava viva, os suspeitos teriam cortado os pulsos dela antes de colocar o corpo dentro da mala.
A identificação da vítima foi fundamental para o avanço da investigação.
O tenente-coronel Lívio Oliveira explicou à TV Anhanguera que a polícia conseguiu descobrir onde a vítima trabalhava a partir do uniforme usado por ela. O homem fazia entregas para uma empresa terceirizada que atendia uma rede de farmácias.
Com essas informações, os investigadores identificaram a motocicleta utilizada pela vítima. O sistema de Inteligência Artificial empregado pela polícia ajudou a localizar o veículo quando ele voltou a circular no sábado.
A pessoa que estava pilotando a moto contou aos policiais que havia recebido o veículo em uma troca por um carro. A partir daí, os investigadores chegaram ao local onde estavam a motocicleta e dois capacetes pertencentes à vítima.
No mesmo endereço, segundo a polícia, também foram encontrados possíveis autores do crime.
Dois suspeitos foram presos temporariamente no domingo (20). A investigação continua para localizar o terceiro envolvido e esclarecer a participação de cada pessoa no assassinato.
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