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Com o início do ano letivo, mais de 47 milhões de estudantes da Educação Básica retornam às salas de aula em todo o Brasil, segundo dados do Censo Escolar. O período marca também um momento de atenção para pais e responsáveis, especialmente diante do aumento de doenças respiratórias e gastrointestinais, comuns nos primeiros meses de convivência escolar.
O pediatra Dr. Luiz Torres explica que o retorno às aulas vai além da retomada das atividades pedagógicas e exige reorganização da rotina das crianças. Segundo o especialista, horários de sono, alimentação, tarefas diárias, momentos de lazer e redução do tempo de exposição às telas precisam ser ajustados após o período de férias para garantir um bom desempenho escolar e mais equilíbrio físico e emocional.
De acordo com o médico, uma rotina bem estruturada tem impacto direto na saúde e no rendimento escolar. O sono, por exemplo, deve ocorrer preferencialmente até as 21h, com preparação adequada, como redução de estímulos, ausência de telas, ambiente silencioso, pouca iluminação e temperatura confortável. O descanso adequado favorece o equilíbrio físico e mental da criança no dia seguinte.
Com o aumento do contato entre estudantes, cresce também a exposição a vírus e bactérias. Para o fortalecimento do sistema imunológico, o pediatra destaca fatores como vacinação em dia, alimentação equilibrada, sono adequado, exposição solar moderada, contato com a natureza, convivência com animais domésticos, prática regular de atividades físicas, além do acompanhamento de doenças crônicas e correção de deficiências nutricionais.
O Calendário de Vacinação 2024/2025 da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a atualização da caderneta antes do retorno às aulas. Entre as vacinas indicadas estão os reforços contra difteria, tétano e coqueluche, tríplice viral, hepatites A e B, varicela e HPV. Recentemente, a vacina pneumocócica conjugada 20-valente passou a integrar o calendário, ampliando a proteção contra infecções graves.
Além da vacinação, o especialista orienta a adoção de hábitos preventivos, como higiene frequente das mãos, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e não enviar crianças com sintomas para a escola.
Em casos de febre, tosse, vômitos, diarreia, lesões de pele ou sinais de gravidade, como falta de ar, desidratação, prostração ou sangramentos, a recomendação é manter a criança em casa e buscar avaliação médica.
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