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Com a chegada de 2026, muitas pessoas já começam o ano estabelecendo resoluções e objetivos para os próximos meses. Perder peso, mudar de emprego, economizar dinheiro, praticar atividade física ou organizar a rotina estão entre as metas mais comuns no início do ano. O que muita gente não sabe é que criar metas vai além de um simples costume cultural e pode ter impacto direto no bem-estar emocional.
Estabelecer objetivos e marcar recomeços em datas simbólicas funciona como uma forma de reflexão pessoal, ajudando a dar direção e sentido às escolhas ao longo do ano. No entanto, pesquisas indicam que apenas uma pequena parcela das pessoas consegue cumprir totalmente as resoluções de Ano Novo, e a maioria desiste ainda nos primeiros meses.
Um dos principais motivos para o abandono das metas está na definição de objetivos irreais ou excessivamente ambiciosos, que acabam gerando frustração e desmotivação. Para evitar esse cenário, especialistas em comportamento e saúde mental apontam que tudo começa pela forma como as metas são construídas.
A primeira orientação é conectar cada meta aos próprios valores. Antes de pensar no que mudar, é importante refletir por que aquela mudança é relevante naquele momento da vida. Metas ligadas a saúde, autonomia, relações pessoais e aprendizado costumam gerar uma motivação mais duradoura.
Outro ponto essencial é buscar clareza sem rigidez. Metas vagas tendem a não sair do papel. Torná-las mais específicas ajuda na ação diária, mas a flexibilidade é fundamental para lidar com imprevistos sem culpa excessiva.
Também é recomendado limitar a quantidade de objetivos. Muitas metas ao mesmo tempo aumentam a sobrecarga mental e reduzem a chance de execução. Priorizar facilita decisões e mantém o foco ao longo do ano.
Transformar objetivos em rotinas é uma das formas mais eficazes de manter a constância. Associar novas ações a hábitos já existentes reduz o esforço mental e a dependência da força de vontade.
Outro passo importante é diminuir o tamanho do primeiro movimento. Metas grandes tendem a ser adiadas, enquanto pequenos passos são mais fáceis de iniciar. Ajustar o ambiente também faz diferença, já que escolhas diárias são influenciadas pelo que está ao redor.
Antecipar obstáculos ajuda a evitar desistências diante das primeiras dificuldades. Planejar alternativas para semanas mais difíceis mantém o compromisso, mesmo que em menor intensidade.
Monitorar o progresso também é essencial. Acompanhar visualmente o avanço reforça a sensação de conquista e permite identificar padrões de dificuldade. Calendários, planilhas simples ou aplicativos podem ajudar nesse processo.
Evitar o pensamento do “tudo ou nada” é fundamental. Pequenas falhas não anulam todo o esforço feito até ali. Ajustar expectativas e buscar fazer o melhor possível a cada dia torna as metas mais sustentáveis.
Além disso, os objetivos podem e devem ser revisados ao longo do ano. Mudanças na rotina ou nas prioridades fazem parte da vida e não significam fracasso.
Ter apoio social, evitar comparações constantes com outras pessoas e cuidar dos pilares básicos da saúde, como sono, alimentação, descanso e lazer, também aumentam as chances de sucesso.
Por fim, a autocompaixão é apontada como uma aliada importante. Errar faz parte do processo, e aprender a recomeçar sem se punir é mais eficaz do que buscar a perfeição.
Mais do que cumprir todas as resoluções, o início do ano pode ser visto como uma oportunidade de escuta interna e alinhamento com o que faz sentido no momento atual da vida.
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