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Estudo aponta que adoçantes podem afetar gerações futuras

POR Redação | 22/04/2026
Estudo aponta que adoçantes podem afetar gerações futuras

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O consumo de adoçantes pode ter efeitos mais amplos e prolongados do que se imaginava. Um estudo recente aponta que substâncias utilizadas como alternativa ao açúcar podem causar alterações no organismo que ultrapassam quem as consome diretamente, atingindo até gerações seguintes.

 

A pesquisa, publicada na revista científica Frontiers, analisou os efeitos da sucralose e da stevia em camundongos. Os resultados indicaram mudanças metabólicas e intestinais que permaneceram até a segunda geração dos animais, mesmo sem exposição contínua às substâncias.

 

Entre os principais achados estão alterações na flora intestinal. Os animais que ingeriram sucralose apresentaram desequilíbrio nas bactérias benéficas do intestino — condição que também foi observada nos descendentes. Esse tipo de mudança pode afetar a produção de substâncias essenciais para o metabolismo, favorecendo inflamações e aumentando o risco de resistência à insulina.

 

Os pesquisadores também identificaram maior atividade de genes ligados a processos inflamatórios, como TLR4 e TNF, especialmente nos grupos expostos à sucralose e em parte das gerações seguintes.

 

Outro ponto observado foi a alteração na tolerância à glicose. Embora os efeitos não tenham sido significativos na geração inicial, os descendentes apresentaram maior dificuldade no controle dos níveis de açúcar no sangue. No caso da stevia, os impactos também foram registrados, com destaque para alterações em fêmeas da geração seguinte.

 

De forma geral, o estudo sugere que os efeitos metabólicos dos adoçantes podem surgir de maneira progressiva e se intensificar ao longo das gerações.

 

Especialistas apontam que a sucralose pode ter impacto mais intenso por permanecer por mais tempo no organismo, o que favorece alterações na microbiota intestinal. Já a stevia, mesmo considerada uma alternativa natural, também demonstrou efeitos nos descendentes, reforçando a necessidade de mais pesquisas.

 

Apesar dos resultados, os cientistas destacam que as evidências ainda são iniciais e limitadas a estudos com animais. Ainda não há confirmação de que os mesmos efeitos ocorram em humanos, mas os dados acendem um alerta sobre o consumo frequente dessas substâncias.

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