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Estudo aponta que expressões faciais podem indicar risco de depressão

POR Redação | 04/01/2026
Estudo aponta que expressões faciais podem indicar risco de depressão

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Mudanças discretas na forma de se expressar, perceptíveis no rosto e nos movimentos faciais, podem ajudar a identificar pessoas com risco de depressão. Essa é a conclusão de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Waseda, no Japão, publicado na revista científica Nature Scientific Reports.

 

A pesquisa analisou 64 universitários, com idade média de 21 anos, que responderam a questionários sobre sintomas depressivos. Com base nas respostas, os participantes foram divididos entre indivíduos sem sinais clínicos e aqueles com transtorno leve de humor, condição também conhecida como depressão limítrofe.

 

Como o estudo foi feito

 

Os voluntários gravaram vídeos curtos, de aproximadamente 10 segundos, apenas se apresentando diante da câmera. Em seguida, 63 avaliadores, da mesma faixa etária, assistiram aos vídeos sem áudio e atribuíram percepções subjetivas, como naturalidade, simpatia, nervosismo e autenticidade.

 

Paralelamente, os pesquisadores aplicaram um sistema de análise automatizada de expressões faciais, baseado em inteligência artificial, capaz de identificar movimentos musculares sutis associados a emoções.

 

O que os pesquisadores observaram

 

Os resultados indicaram que participantes com maior tendência depressiva apresentaram redução nas expressões faciais positivas. Eles foram percebidos como menos naturais, menos expressivos e menos agradáveis pelos avaliadores.

 

A análise computadorizada confirmou alterações em músculos relacionados ao sorriso e ao olhar, regiões frequentemente associadas à vitalidade emocional.

 

O que dizem os especialistas

 

Para o psiquiatra Ricardo Feldman, do Hospital Israelita Albert Einstein, o estudo contribui para ampliar as possibilidades de identificação precoce do sofrimento psíquico. Segundo ele, o método ainda enfrenta limitações práticas, já que depende de tecnologias pouco acessíveis na maioria dos serviços de saúde.

 

O médico ressalta que a observação das expressões faciais não substitui a avaliação clínica tradicional, mas pode funcionar como um complemento importante dentro do processo diagnóstico.

 

Pesquisas semelhantes no Brasil

 

No Brasil, a psiquiatra Jennyfer Domingues, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também estuda como a comunicação verbal e não verbal pode revelar sinais precoces de sofrimento emocional.

 

De acordo com a especialista, alterações no brilho do olhar, na entonação da voz e na expressividade facial podem surgir antes mesmo de a pessoa relatar verbalmente o que sente. Ainda assim, esses sinais devem ser avaliados em conjunto com outros sintomas e jamais de forma isolada.

 

A importância da atenção cotidiana

 

Além do uso clínico, os especialistas destacam que o estudo reforça a importância da atenção humana no dia a dia. Observar mudanças no comportamento, na expressão e na energia emocional pode ajudar a identificar quando alguém precisa de apoio.

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