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Uma falha de segurança em um aplicativo desenvolvido para ajudar pessoas a abandonar o consumo de pornografia acabou expondo dados íntimos de milhares de usuários. A vulnerabilidade foi identificada na plataforma Quittr, criada nos Estados Unidos para auxiliar no acompanhamento de hábitos relacionados ao consumo de conteúdo adulto.
De acordo com investigação divulgada pelo site especializado em tecnologia 404 Media, a brecha no sistema poderia permitir o acesso indevido a informações pessoais de mais de 600 mil usuários cadastrados no aplicativo.
Entre os dados potencialmente expostos estavam registros de uso da plataforma, informações relacionadas a hábitos de masturbação e outros detalhes inseridos pelos próprios usuários durante o processo de acompanhamento para reduzir ou abandonar o consumo de pornografia.
O aplicativo foi criado pelos empresários Alex Slater e Connor McLaren. No entanto, os fundadores são acusados de não terem agido com rapidez após receberem alertas sobre a vulnerabilidade no sistema.
Segundo a apuração jornalística, um pesquisador de segurança digital informou os responsáveis pelo aplicativo sobre a falha em setembro de 2025. Na ocasião, o fundador Alex Slater teria informado que trabalhava em uma solução para o problema.
Apesar da resposta, a investigação aponta que a falha continuou ativa por meses.
Para demonstrar a gravidade da vulnerabilidade, o jornalista Emanuel Maiberg, do 404 Media, criou uma conta na plataforma. Pouco tempo depois, o pesquisador que havia identificado o problema conseguiu acessar as informações do perfil recém-criado, confirmando que o sistema permanecia vulnerável.
Outro ponto que ampliou a preocupação entre especialistas foi o fato de que cerca de 100 mil usuários da plataforma teriam se identificado como menores de idade.
Segundo a reportagem, a vulnerabilidade permaneceu ativa por aproximadamente seis meses após o primeiro alerta. O problema só teria sido corrigido depois que o caso ganhou maior visibilidade pública.
O episódio reacendeu o debate sobre segurança digital em aplicativos que lidam com dados extremamente sensíveis, principalmente aqueles relacionados à saúde mental e hábitos íntimos dos usuários.
Especialistas em tecnologia também voltaram a discutir a responsabilidade das empresas em agir rapidamente diante de alertas sobre possíveis falhas de segurança que possam comprometer a privacidade dos usuários.
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