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A forma como jovens da geração Z se relacionam está passando por mudanças relevantes, especialmente no Brasil. Um levantamento realizado em 10 países com pessoas entre 18 e 29 anos indica que 62% dos brasileiros dessa faixa etária consideram a possibilidade de viver relacionamentos não monogâmicos.
O dado reflete um comportamento mais flexível diante das relações afetivas. Segundo a pesquisa, 59% dos entrevistados demonstram interesse em modelos como relacionamento aberto ou poliamor, evidenciando uma tendência de ruptura com padrões tradicionais.
Entre as principais motivações estão o desejo por experiências mais completas na vida afetiva e sexual, citado por 65% dos jovens. Outros fatores incluem maior aceitação de diferentes formas de amar (54%) e a busca por liberdade para expressar desejos e necessidades (46%).
Outro ponto relevante é a percepção de que uma única pessoa nem sempre atende todas as expectativas. Para 51% dos participantes, essa é a principal razão para considerar múltiplos parceiros.
As diferenças entre homens e mulheres também aparecem nos dados. Entre as mulheres, 21% afirmam não se sentirem realizadas em relações monogâmicas, enquanto entre os homens esse número é de 15%.
O estudo também aponta que mulheres da geração Z demonstram maior abertura para experiências diversas. Elas são mais propensas a vivenciar relações com pessoas do mesmo sexo e a participar de experiências afetivas fora do padrão tradicional.
Especialistas avaliam que esse movimento está ligado à valorização da autonomia e do diálogo dentro das relações. Modelos como relacionamento aberto — baseado em acordos para envolvimentos externos — e o poliamor — que envolve vínculos afetivos com mais de uma pessoa — têm ganhado espaço entre os jovens.
Apesar disso, há desafios. A dinâmica emocional em relações não monogâmicas pode gerar desequilíbrios, especialmente quando há diferenças na intensidade dos vínculos. Por isso, profissionais destacam a importância de autoconhecimento, comunicação clara e acordos bem definidos.
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