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Missão espacial marca nova era da exploração espacial em 2026

POR Marcos Paulo | 06/01/2026
Missão espacial marca nova era da exploração espacial em 2026
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Não há, em 2026, um evento espacial capaz de rivalizar com a missão Artemis 2, da Nasa. Pela primeira vez em mais de 50 anos, seres humanos deixarão as proximidades da Terra para uma viagem de contorno ao redor da Lua, recolocando o satélite natural no centro da exploração espacial tripulada.

 

O feito é raro até mesmo em termos históricos. Entre 1968 e 1972, apenas nove missões levaram humanos até a órbita lunar, começando com a Apollo 8 e culminando na Apollo 17. Desde então, esse tipo de jornada jamais se repetiu. Agora, mais de meio século depois, a Artemis 2 resgata esse marco.

 

Os tempos, no entanto, são outros. Diferente da corrida espacial do século passado, marcada por apostas de alto risco e investimentos massivos, o cenário atual é de maior cautela, menor disposição para o “tudo ou nada” e mais cooperação internacional, mesmo em meio ao avanço recente de nacionalismos.

 

A tripulação da Artemis 2 reflete essa nova fase. Pela primeira vez, a missão contará com um astronauta não americano, o canadense Jeremy Hansen, além da astronauta Christina Koch e do piloto Victor Glover. O comando ficará com Reid Wiseman. A diversidade é inédita, embora ainda revele limites claros.

 

Do ponto de vista técnico, a missão será mais conservadora que a Apollo 8. A trajetória escolhida é de retorno livre, em que a nave será trazida de volta à Terra basicamente pela gravidade, reduzindo riscos. Ainda assim, os astronautas alcançarão a maior distância já percorrida por humanos no espaço.

 

O início de uma nova corrida espacial

 

A Nasa trabalha para realizar o lançamento a partir de Cabo Canaveral, na Flórida, no início de fevereiro, antecipando um cronograma que previa abril. Caso tudo ocorra como planejado, a Artemis 2 deve entrar para a história ainda no primeiro semestre de 2026.

 

Mais do que um feito simbólico, a missão representa o primeiro passo de uma nova corrida espacial. Em jogo estão as regras para exploração e uso dos recursos naturais da Lua e de outros corpos celestes. Estados Unidos e China disputam protagonismo e planejam levar humanos ao solo lunar.

 

A Nasa pretende retornar à superfície da Lua com a Artemis 3, hoje prevista para 2027, mas o cronograma pode sofrer atrasos devido ao desenvolvimento da nave Starship, da SpaceX, essencial para o pouso. A própria agência já avalia alternativas.

 

A China, por sua vez, afirma que colocará seus taikonautas na Lua antes de 2030. Seus sistemas seguem uma abordagem mais conservadora, inspirada no modelo da Apollo, o que pode reduzir riscos técnicos. Ainda assim, especialistas ressaltam: ir à Lua e retornar em segurança continua sendo uma das tarefas mais complexas já realizadas pela humanidade.

 

Missões robóticas também ganham destaque

 

Apesar do foco nas missões tripuladas, 2026 também reserva momentos importantes para a exploração robótica. A Blue Origin, de Jeff Bezos, planeja seu primeiro pouso lunar não tripulado com o módulo Blue Moon Mark 1, inicialmente desenvolvido para transporte de carga. O projeto chama atenção porque pode se tornar uma alternativa para acelerar futuras missões tripuladas.

 

No campo interplanetário, a sonda Bepi-Colombo, fruto de parceria entre Europa e Japão, deve finalmente entrar em órbita de Mercúrio em novembro, após viagem iniciada em 2018. Já em dezembro, a sonda europeia Hera chegará ao asteroide duplo Dídimo, para analisar os efeitos do impacto causado pela missão Dart, da Nasa, que testou a capacidade de desviar corpos celestes.

 

Todo esse cenário, porém, ocorre sob a preocupação com cortes no orçamento da Nasa promovidos pela administração Donald Trump. Como programas espaciais são planejados com anos de antecedência, os maiores impactos devem surgir no médio e longo prazo.

 

Ainda assim, o horizonte aponta para um futuro em que dois grandes blocos de países devem explorar a Lua de forma concorrente, dando os primeiros passos de uma nova fase da presença humana no Sistema Solar.

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