Parlamentares da oposição no Paraguai apresentaram, nesta quarta-feira (4), um pedido de impeachment contra o presidente Santiago Peña, em meio à crise envolvendo o banco digital Ueno. A intervenção na instituição deixou milhares de clientes sem acesso ao próprio dinheiro e provocou preocupação no sistema financeiro do país.
O pedido foi assinado por 35 deputados, que solicitaram uma sessão extraordinária para esta quinta-feira (5). Para a abertura do processo, é necessário o apoio de dois terços dos parlamentares. A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação de regras e desvio de recursos previdenciários, além de apontar suposto encobrimento de irregularidades pelo Banco Central.
A crise também resultou na saída de Carlos Carvallo da presidência do órgão responsável pela fiscalização bancária e na prisão de oito diretores do Ueno, incluindo o presidente-executivo. Ao todo, 27 pessoas ligadas à instituição foram formalmente acusadas, e a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados.
Peña ainda não se pronunciou diretamente sobre o impeachment, mas afirmou que os responsáveis pelas irregularidades responderão à Justiça. O presidente também promulgou uma lei para acelerar a devolução dos recursos aos clientes prejudicados.
Apesar dos relatos de instabilidade em aplicativos de outros bancos, a Associação de Bancos do Paraguai informou que o sistema financeiro continua operando normalmente.
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