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Por que algumas pessoas evitam olhar nos olhos ao falar, segundo a psicologia

POR Redação | 31/01/2026
Por que algumas pessoas evitam olhar nos olhos ao falar, segundo a psicologia

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Evitar o contato visual durante uma conversa costuma gerar interpretações negativas, como desinteresse ou falta de sinceridade. No entanto, especialistas em psicologia afirmam que esse comportamento, na maioria dos casos, tem explicações muito mais complexas e menos comprometedoras do que a ideia de que a pessoa esteja mentindo.

 

Vergonha, timidez e medo de julgamento estão entre as causas mais comuns, especialmente em situações novas ou socialmente desafiadoras, como entrevistas de emprego, primeiros encontros ou conversas com figuras vistas como autoridades.

 

Fatores emocionais mais profundos também influenciam. Pessoas com baixa autoestima podem evitar o olhar direto por se sentirem inseguras ou inferiores durante interações sociais. Em outros casos, trata-se de um comportamento aprendido desde a infância, comum em ambientes familiares muito hierárquicos, nos quais olhar nos olhos de figuras de poder era interpretado como falta de respeito.

 

Transtornos psicológicos e contato visual

 

Alguns transtornos psicológicos também estão associados à dificuldade de sustentar o olhar. No Transtorno de Personalidade Dependente, por exemplo, o medo excessivo de desaprovação pode resultar em posturas submissas, incluindo a evitação do contato visual.

 

No Transtorno do Espectro Autista, o contato visual segue padrões diferentes. Pode ser breve, irregular ou até ausente, especialmente fora do círculo íntimo. Especialistas explicam que, desde a infância, o processamento visual e social ocorre de forma distinta, o que torna a leitura de expressões faciais mais complexa e, por vezes, desconfortável. Ainda assim, não existe uma regra única, e muitas pessoas autistas mantêm contato visual com pessoas próximas.

 

Esforço mental e interpretações equivocadas

 

Outro aspecto pouco considerado é o esforço cognitivo envolvido em manter o contato visual enquanto se pensa e organiza uma resposta. Interpretar sinais não verbais e formular ideias complexas simultaneamente exige concentração, levando algumas pessoas a desviar o olhar enquanto raciocinam.

 

Esse comportamento pode ser interpretado de forma negativa por quem participa da conversa, gerando conclusões automáticas equivocadas. A psicologia cognitivo-comportamental alerta que esses julgamentos rápidos reforçam crenças distorcidas sobre o comportamento alheio.

 

Especialistas recomendam considerar o contexto, a personalidade e o estado emocional antes de tirar conclusões. Para quem reconhece essa dificuldade em si, a orientação é agir com naturalidade e, se necessário, explicar que está nervoso ou concentrado, o que costuma aliviar a tensão da interação.

 

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