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Desde os primeiros momentos de vida, o ser humano depende do toque para se desenvolver física e emocionalmente. O abraço, um dos gestos mais simples de contato físico, desempenha papel central nesse processo e tem efeitos comprovados sobre o corpo e a mente, sendo amplamente estudado pela psicologia, pela neurociência e pela medicina.
Pesquisas indicam que o contato físico agradável estimula a liberação de ocitocina, hormônio associado à criação de vínculos, à redução da ansiedade e à sensação de segurança emocional. Embora o abraço seja frequentemente visto como um gesto de conforto momentâneo, seus efeitos ultrapassam o instante do contato e influenciam diretamente a regulação emocional.
Na infância, o abraço é essencial para a organização do sistema nervoso em desenvolvimento. O contato pele a pele entre bebê e cuidador reduz o impacto do estresse inicial da vida e contribui para a construção de vínculos afetivos seguros, que servem como referência para relações futuras.
Do ponto de vista neurológico, o processo começa na pele, o maior órgão do corpo humano, rica em receptores sensoriais. Ao receber um abraço acolhedor, esses receptores enviam sinais ao sistema nervoso central, que interpreta o estímulo como seguro, ativando áreas do cérebro ligadas à recompensa e ao bem-estar.
Entre os principais efeitos associados ao abraço estão:
Redução dos níveis de estresse, com queda do cortisol;
Aumento da sensação de segurança emocional;
Fortalecimento de vínculos afetivos e sociais;
Melhora do humor e diminuição de estados de abatimento.
A ausência de contato físico frequente também é tema de estudos. Pesquisas com crianças privadas de toque afetivo mostram impactos negativos no desenvolvimento emocional e cognitivo. Em adultos, a falta de contato pode estar associada a sentimentos de solidão, isolamento e baixa vitalidade, fenômeno conhecido como “fome de contato”.
Durante a pandemia, a restrição de abraços evidenciou os efeitos da privação de contato físico sobre a saúde mental, o luto e o bem-estar emocional, inclusive entre profissionais da saúde.
Especialistas ressaltam que, embora o abraço seja um recurso importante para o equilíbrio emocional, ele deve sempre respeitar limites individuais e culturais. Consentimento e contexto são fundamentais para que o gesto cumpra seu papel de acolhimento.
Com a retomada da convivência presencial, o abraço volta ao centro das discussões sobre saúde mental, sendo apontado como uma estratégia simples, porém relevante, para promover bem-estar e fortalecer relações humanas.
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