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Cientistas investigaram como o silêncio absoluto impacta o cérebro de roedores, comparando-o a outros estímulos auditivos, como ruído ambiente, ruído branco, música de Mozart e sons de filhotes de rato.
O estudo, publicado no periódico Brain Structure and Function, observou que todos os estímulos auditivos aumentaram inicialmente a proliferação de células precursoras no hipocampo, região cerebral associada à memória e ao aprendizado. No entanto, apenas o grupo exposto ao silêncio manteve, sete dias depois, um aumento significativo de neurônios totalmente formados.
Isso indica que períodos de silêncio podem não apenas estimular a produção inicial de células nervosas, mas também favorecer sua maturação em neurônios. Outros estímulos auditivos aumentaram a proliferação inicial, mas não mantiveram esse efeito ao longo do tempo.
O estudo foi realizado exclusivamente em roedores, sem confirmação de que os mesmos efeitos ocorram em humanos. Além disso, os pesquisadores destacam que o impacto do silêncio em ambientes reais, com interrupções e ruídos cotidianos, ainda é desconhecido, bem como os efeitos comportamentais, como memória e aprendizado.
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