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Um estudo publicado na revista JAMA Network Open aponta que a terapia realizada por mensagens de texto pode ser tão eficaz quanto a realizada por vídeo em casos leves a moderados de depressão. A pesquisa acompanhou 850 adultos, divididos em dois grupos: um participou de sessões semanais por vídeo e o outro teve acesso ilimitado a mensagens ou e-mails com o terapeuta. Após 12 semanas, ambos os grupos apresentaram melhora similar nos sintomas depressivos.
A coautora do estudo, Patricia A. Areán, afirmou que os resultados foram surpreendentes, mostrando eficácia comparável entre os dois formatos de atendimento. A pesquisa foi conduzida em parceria com a empresa Talkspace, visando gerar dados que apoiem o reembolso de terapias por texto por parte de seguradoras.
O estudo não incluiu pacientes com quadros graves, como psicose ou pensamentos suicidas, e não considerou o uso de medicamentos pelos participantes. Especialistas apontam que a terapia por mensagens poderia integrar modelos escalonados de atendimento, iniciando com intervenções de menor intensidade e avançando, se necessário, para tratamentos mais complexos.
Embora a percepção de vínculo entre paciente e terapeuta tenha sido maior nas sessões por vídeo, a taxa de abandono foi menor no grupo que utilizou mensagens de texto. A pesquisa reforça que pacientes com depressão leve podem ter a opção de escolher o formato que melhor se adapta às suas necessidades.
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