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Trump fica fora da estreia dos EUA na Copa de 2026 devido baixa popularidade

POR Marcos Paulo | 17/06/2026
Trump fica fora da estreia dos EUA na Copa de 2026 devido baixa popularidade
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Embora os Estados Unidos sejam um dos países-sede da Copa do Mundo de 2026, o presidente Donald Trump não acompanhou a estreia da seleção norte-americana no torneio. Na abertura da competição, realizada em Los Angeles na última sexta-feira (12), os EUA venceram o Paraguai por 4 a 1, mas o republicano não esteve presente.

 

A representação do governo norte-americano ficou a cargo do secretário de Estado, Marco Rubio. A ausência chamou atenção porque líderes dos países anfitriões costumam participar das cerimônias de abertura de grandes eventos esportivos. Em edições anteriores, por exemplo, o presidente russo Vladimir Putin esteve na abertura da Copa de 2018, enquanto a então presidente Dilma Rousseff acompanhou a cerimônia do Mundial de 2014, no Brasil.

 

Segundo Andrew Giuliani, diretor-executivo da força-tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, Trump não compareceu por conta de compromissos oficiais. Apesar disso, ele afirmou que o presidente deverá participar de outras atividades relacionadas ao torneio ao longo das próximas semanas.

 

A decisão também foi seguida pelos demais líderes dos países anfitriões. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, estava em viagem oficial à França antes da cúpula do G7. Já a presidente do México, Claudia Sheinbaum, declarou que não pretende assistir aos jogos em solidariedade aos mexicanos que não têm condições financeiras de adquirir ingressos.

 

Popularidade em queda e vaias em evento esportivo

 

A ausência de Trump ocorre em meio a um cenário de desgaste político. Pesquisas recentes apontam que sua aprovação gira em torno de 35%, um dos índices mais baixos de sua trajetória pública.

 

Poucos dias antes da abertura da Copa, o presidente foi alvo de vaias durante uma partida das finais da NBA, realizada no Madison Square Garden, em Nova York. A reação aconteceu quando sua imagem foi exibida no telão durante a execução do hino nacional.

 

Especialistas avaliam que o episódio evidencia as dificuldades do republicano em transformar grandes eventos esportivos em ganhos políticos internos, diante do elevado índice de rejeição que enfrenta atualmente.

 

Copa com forte influência dos Estados Unidos

 

Apesar de manter distância das arquibancadas, a administração Trump tem exercido influência significativa na organização do Mundial. A aproximação entre a Casa Branca e a Fifa contribuiu para que diversos aspectos da competição fossem adaptados às prioridades norte-americanas.

 

Embora a Copa seja dividida entre Estados Unidos, México e Canadá, aproximadamente 75% das partidas serão disputadas em solo americano. Questões ligadas à imigração, segurança e controle de fronteiras também tiveram impacto direto na logística do torneio.

 

Entre os episódios que geraram repercussão está o caso do árbitro somali Omar Artan, que foi impedido de entrar nos Estados Unidos após ser submetido a procedimentos migratórios. A situação levantou debates sobre o equilíbrio entre as políticas de fronteiras do país e a tradição da Fifa de facilitar a circulação de profissionais e torcedores durante as Copas.

 

A seleção do Irã também enfrentou obstáculos logísticos devido às tensões diplomáticas entre Washington e Teerã. A equipe estabeleceu sua base no México e passou a viajar para os Estados Unidos apenas nos dias das partidas.

 

Segurança acima da projeção internacional

 

Para o professor de Geografia Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Vitor de Pieri, a postura adotada pela Casa Branca demonstra uma visão diferente sobre o papel da Copa do Mundo.

 

Segundo ele, enquanto muitos governos enxergam o torneio como uma oportunidade de fortalecer a imagem internacional do país, a gestão Trump parece priorizar aspectos relacionados à segurança, ao controle migratório e à administração dos fluxos de visitantes.

 

Mesmo longe dos estádios, Trump demonstrou apoio à seleção norte-americana. Antes da estreia, telefonou para o técnico Mauricio Pochettino desejando sorte à equipe e, após a vitória sobre o Paraguai, publicou uma mensagem de congratulação nas redes sociais.

 

Em meio a desafios políticos internos, conflitos internacionais e debates sobre imigração, a Copa do Mundo de 2026 parece ocupar um papel secundário na agenda presidencial, sendo tratada mais como uma operação estratégica do que como uma vitrine internacional para os Estados Unidos.

 

Com informações de Metrópoles.

 

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